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CNC: Parcela de famílias endividadas cai em setembro, 1ª queda desde maio

Alessandra Saraiva
·2 minutos de leitura

Fatia ficou em 67,2%, após recorde de 67,5% de agosto, mas acima dos 65,1% de setembro do ano passado A parcela de famílias endividadas em setembro ficou em 67,2%, aponta pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Embora ainda seja superior ao registrado em setembro do ano passado (65,1%), a fatia é menor do que a observada em agosto (67,5%, recorde desde o início da pesquisa, em 2010), e foi a primeira queda na comparação ante o mês imediatamente anterior desde maio, ressaltou a CNC. Uma melhora na situação financeira de famílias de menor renda, beneficiadas pelo auxílio emergencial, pode ter contribuído para o resultado. No levantamento, a CNC apurou que houve mudança nas trajetórias do endividamento entre os grupos de renda pesquisados. Para as famílias com renda até dez salários mínimos, o percentual de famílias endividadas caiu pela primeira vez desde maio, ficando em 69% do total, após ter alcançado o recorde de 69,5% em agosto — embora ainda acima de setembro de 2019 (66,2%). A CNC detalhou ainda que a parcela média de renda destinada ao pagamento de dívidas, nessa faixa de renda familiar até dez salários mínimos, caiu de 30,4% em agosto para 30,3% em setembro. Na comparação com agosto, a inadimplência também deu sinais de melhora. Em setembro, a parcela de famílias endividadas com débitos em atraso ficou em 26,5% do total, abaixo de agosto (26,7%), mas ainda acima de setembro de 2019 (24,5%). No caso de famílias inadimplentes sem condição de quitar seus débitos, a parcela foi de 12% na pesquisa, abaixo de 12,1% em agosto, mas ainda superior a setembro do ano passado (9,6%). Entretanto, a CNC chama atenção para o fato de que, para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, a proporção do endividamento teve o primeiro aumento desde abril, de 57,8% em agosto para 59% em setembro — sendo 60,5% em setembro de 2019. Para a entidade, as famílias com renda maior, que até então estavam ampliando poupança, aparentemente iniciaram retomada de consumo, com incremento de endividamento em setembro. Em setembro, o cartão de crédito permaneceu como principal modalidade de dívida lembrada pelas famílias em setembro, com 79% do total das respostas, seguido por carnês (16,7%) e financiamento de carro (10,3%). Para a CNC, indicadores recentes têm mostrado que a recuperação gradual da economia para os próximos dois trimestres está mais robusta do que as estimativas indicavam. No entanto, ainda permanecem incertezas sobre a sustentabilidade da retomada no médio prazo, especialmente associadas à capacidade de recuperação do mercado de trabalho e ao cumprimento das metas fiscais. Além disso, na análise da entidade, mesmo com o recuo na parcela de famílias endividadas, de agosto a setembro, a proporção de consumidores endividados no País ainda se posiciona em patamar elevado. Steve Buissinne/Pixabay