Mercado fechado

CNC: Confiança do comércio atinge em outubro maior patamar em seis meses

Alessandra Saraiva
·2 minuto de leitura

Entidade atribui melhora à proximidade das festas de fim de ano, com expectativa para datas como Black Friday e Natal Mesmo na pandemia, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), subiu 10,5% entre setembro e outubro, para 103,1 pontos. Além de ter retornado ao patamar de otimismo (quadrante favorável acima de 100 pontos), foi a maior pontuação do indicador desde abril deste ano (120,7 pontos), impulsionado pela proximidade das festas de fim de ano, período historicamente conhecido por demanda aquecida. Entretanto, na comparação com outubro do ano passado, o indicador ainda mostra queda de 15,1%, pontuou a entidade. Pixabay Segundo a CNC, a quarta alta mensal consecutiva ajudou o indicador a recuperar um total de 36,5 pontos desde junho, quando o índice se posicionou em 66,7 pontos. Para o presidente da entidade, José Roberto Tadros, mesmo no contexto da crise da covid-19, as perspectivas são de melhor desempenho do varejo no quarto trimestre, favorecido por possibilidade de aumento do faturamento com datas como a Black Friday e o Natal. Ao detalhar os componentes do Icec, a organização apurou altas de 27,9% entre setembro e outubro nas condições atuais do empresário do comércio, que atingiram 71,9 pontos; de 4,9% nas expectativas, para 147,7 pontos; e de 8,2% nas intenções de investimento, para 89,7 pontos. Entretanto, esses mesmos três tópicos ainda apresentam recuos respectivos de 25,4%, de 8,5% e de 15,6% na comparação com outubro de 2019, informou a CNC. O otimismo na margem, entre setembro e outubro, já contribuiu para melhorar o contexto de mercado de trabalho no varejo apurado pela pesquisa, informou a entidade. “A proporção de empresários do varejo que afirmaram ter pretensão de aumentar o quadro de funcionários cresceu novamente este mês, passando de 50,6%, em setembro, para 65%, em outubro”, acrescentou a economista da CNC, Izis Ferreira. Ela observou, no entanto, que o indicador dos estoques do varejo foi o único a registrar queda mensal, ou seja, ante setembro, em outubro - com recuo de 1% no mês. “Isso pode indicar que o comerciante enfrenta algumas dificuldades conjunturais para a renovação dos estoques, seja por pressão de custos, com preços em geral e câmbio, ou por algum desequilíbrio de oferta e demanda - esta em função de mudanças temporárias do comportamento dos consumidores”, afirmou ela.