Para CNC, ainda é cedo para falar em mais contratações

Apesar de a intenção de compra do consumidor ter avançado, o comércio ainda não enxerga uma recuperação completa da economia, suficiente para elevar a contratação de mão de obra. "É cedo para afirmar que houve uma virada de tendência e consequente aumento de contratações", afirmou nesta quinta-feira o economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Bruno Fernandes, ao comentar a alta 3,2% do Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) na passagem de novembro para dezembro.

Neste mês, o consumidor demonstrou mais otimismo com o mercado de trabalho e com as perspectivas profissionais, o que impulsionou o ICF. Mais confiantes com a manutenção do emprego e da renda, as famílias se sentem mais seguras também para ir às compras, destacou Fernandes.

A avaliação é que os consumidores contam com um desempenho melhor da economia brasileira no próximo ano, ainda que moderada. Apenas para janeiro e fevereiro é esperada uma pequena retração das compras, pois, nestes meses, os orçamentos das famílias tendem a ficar mais comprometidos com o pagamento de tributos e material escolar.

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