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CME e B3 esperam lançar no 3º tri contrato de soja com referência no Brasil

Por Roberto Samora e Paula Laier

Por Roberto Samora e Paula Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O CME Group e a bolsa B3 informaram nesta segunda-feira que vão desenvolver um contrato futuro de soja com referência no Brasil, que deverá ser lançado no terceiro trimestre de 2020, após alinhamentos estratégicos e aprovações dos órgãos reguladores, segundo comunicado.

O contrato terá liquidação financeira em dólares pelo índice Platts, refletindo o preço de exportação do porto de Santos, o principal do Brasil, segundo informação no site do CME Group, controlador da bolsa de Chicago (CBOT), onde é negociado o contrato de soja referencial no mundo, e da bolsa de Nova York (Nymex).

A nova parceria entre as bolsas, que inclui os "cross-listados" de soja CME, amplia o acesso às ferramentas de gestão de risco para as empresas de agronegócio da América do Sul que atuam no mercado de soja e produtos relacionados, disseram as instituições.

O lançamento ocorre em um ano em que o Brasil se consolidou como maior produtor global da oleaginosa, após figurar já há algum tempo como principal exportador.

"O Brasil é um país muito importante no mercado global de grãos e oleaginosas. Em 2020, deve exportar mais de 83 milhões de toneladas de soja", disse o diretor executivo de Agricultura da CME, Tim Andriesen, em nota.

"Este novo contrato futuro de soja brasileira foi desenvolvido para atender a demanda dos nossos clientes regionais para hedge e de descoberta de preços aliados à sólida liquidez do CME Group no complexo agrícola."

De acordo com o comunicado, o contrato futuro de soja brasileira reforça o acordo de cooperação entre as bolsas firmado em 2007, para desenvolver serviços de tecnologia e contratos futuros "cross-listados".

Para o superintendente de Commodities da B3, Louis Gourbin, a expansão da parceria com o CME Group trará benefícios ainda maiores aos operadores, "fornecendo uma referência especificamente relacionada aos preços de exportação da soja brasileira".


(Por Roberto Samora e Paula Arend Laier)