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Clubes de Manaus tentam driblar crise da Covid-19 e temem pela saúde de atletas

Bruno Marinho
·3 minuto de leitura
Lucas Araújo / Manaus FC

Enclausurados na sede do Manaus, jogadores e comissão técnica assistem pela TV à mais grave crise sanitária causada pela Covid-19 no Brasil. A cinco quilômetros do clube, o Hospital 28 de Agosto, maior pronto-socorro da capital do Amazonas, recusa pacientes com sintomas graves da doença por falta de leitos e cilindros de oxigênio. Isolados de qualquer pessoa que não preste serviços essenciais ao departamento de futebol, eles deixarão o local para viajar essa semana. Quinta-feira, o Manaus enfrenta o Ji-Paraná (RO), em Brasília, pela primeira fase da Copa Verde.

O Fast Clube enfrenta a mesma situação. Jogaria quarta-feira, contra o Independente (PA), também na Arena da Amazônia. Devido ao agravamento da pandemia, o jogo foi transferido para o pequeno Defelê, no Distrito Federal, a quase 2 mil quilômetros de Manaus.

A transferência foi um pedido dos adversários, que temiam desembarcar na cidade justamente quando cientistas explicam que uma nova cepa da Covid-19, mais contagiosa, percorre a região e justifica o cenário caótico nos hospitais da rede pública e privada. Para Hugo Ribeiro, vice-presidente do Fast, o mais correto seria que a partida fosse adiada.

— Não há clima para um clube de Manaus jogar nesse momento, em que a cidade se encontra enlutada, com diversas vidas ceifadas — afirmou Ribeiro. — Porém, a CBF achou melhor mudar a cidade da partida e manter a data, o que no meu entender, não muda muito a situação de risco dos envolvidos, posto que no dia seguinte retornarão a Manaus e, infelizmente, não há previsão de quando o pânico vai passar.

Posições distintas

A decisão da entidade saiu na sexta-feira e o Manaus acabou tendo um dia a mais para se programar: “Mesmo jogando sem torcida, estávamos em casa, onde toda a logística seria facilitadora, mas parabenizamos a entidade pela sensibilidade e por levar esta partida para um campo neutro”, afirmou Giovanni Silva, vice-presidente do clube, em nota publicada no site oficial.

Entretanto, apesar de todos os cuidados, o episódio de Valdívia, meia do Avaí que foi alertado do resultado positivo para a Covid-19 no intervalo de uma partida pela Série B, expôs a fragilidade do protocolo adotado pela CBF. O esquema de reclusão, por sua vez, não funcionou para as jogadoras do Iranduba, time homônimo da cidade localizada na região metropolitana de Manaus. Mesmo morando em um só local e se locomovendo apenas para treinos, algumas delas se contaminaram e desfalcaram a equipe no Brasileiro feminino. Ainda que os jogadores de Ji-Paraná e de Independente não tenham de entrar em Manaus, estarão em contato com seus adversários, vindos da cidade.

Às vésperas de sua partida, o Fast acumula preocupações esportivas e sanitárias. Por causa da Covid-19, perdeu cinco titulares para a partida de ida, contra o Novorizontino (SP), pelas quartas de final da Série D, no início do mês. Na volta, outros três. Tantas ausências ajudam a explicar o placar agregado de 4 a 0 para os paulistas e o fim do sonho do time manauara de subir para a Série C.

Ainda que a partida tivesse sido adiada, como era o desejo do clube, as preocupações do Fast estão em uma esfera maior, o que é compreensível.

— Os envolvidos no futebol, caso sejam contaminados, correm o risco de ficarem sem assistência médica, enquanto não há leitos e oxigênio na cidade, o que gera mais insegurança. Sabemos o quanto o futebol é importante, mas não podemos colocá-lo acima do direito à saúde e à vida — defendeu Hugo Ribeiro, que é vice-presidente do Fast.

Outra competição que poderia ser afetada pela crise sanitária é o Campeonato Amazonense. Ele está previsto para começar em 27 de fevereiro. Até lá, clubes e autoridades esperam que os casos da Covid-19 estejam melhor controlados.