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Clube de Paris pode adiar dívida de US$ 2,4 bilhões da Argentina

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O Clube de Paris, um grupo de credores de governos ricos, está disposto a adiar o pagamento de uma dívida de US$ 2,4 bilhões da Argentina que venceria neste mês se o país cumprir certas condições, potencialmente evitando um default, segundo três pessoas com conhecimento direto das negociações.

O clube evitará que a Argentina entre em default caso não faça o pagamento em 31 de maio, se o país conseguir renegociar um empréstimo de US$ 45 bilhões com o Fundo Monetário Internacional, disse uma das pessoas, que pediu para não ser identificada. Um acordo com o FMI pode não acontecer antes das eleições de meio de mandato da Argentina no final deste ano, disse a fonte, que não quis especificar as condições exigidas pelo grupo.

A secretaria do Clube de Paris não quis comentar e citou sua política de não discutir publicamente negociações em andamento. A assessoria de imprensa do Ministério da Economia da Argentina não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, estendeu sua viagem pela Europa para se encontrar nesta sexta-feira em Roma com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, na tentativa de conseguir apoio para um adiamento e renegociações com o FMI. A Argentina solicitou formalmente mais tempo para efetuar o pagamento ao Clube de Paris e espera receber uma resposta até o fim do mês.

“Queremos chegar a um acordo o mais rápido possível, embora não possamos pensar em um acordo que exija maiores esforços do povo argentino”, disse Fernández após o encontro, que durou mais de uma hora em uma sala de reuniões do hotel Sofitel em Roma.

O prazo chega em um momento difícil para o governo de Buenos Aires, pois o país enfrenta o terceiro ano de recessão, a inflação se aproxima de 50% e o desemprego está acima de 10%. Embora estimativas de analistas sobre as reservas da Argentina variem, alguns cálculos indicam que estão perto de zero desde setembro de 2020, limitando a capacidade do governo argentino de cumprir suas obrigações internacionais.

Pária internacional

O adiamento temporário visa amenizar os estragos econômicos causados pela pandemia, mas precisa estar atrelado às condições para que não se torne um hábito, disse uma das fontes. A Argentina deixou de pagar a dívida externa nove vezes em sua história.

“Ninguém quer que a Argentina se torne um pária internacional novamente”, disse Rodrigo Olivares-Caminal, professor de direito bancário e financeiro da Universidade Queen Mary de Londres. “Um default seria negativo para a Argentina e credores. Mas estou preocupado com o problema endêmico da balança de pagamentos da Argentina. ”

Em maio de 2014, a Argentina fechou um acordo com o Clube de Paris para pagar uma dívida de US$ 9,7 bilhões após 13 anos de default. A dívida deveria ser paga em um período de cinco anos, mas os recentes problemas financeiros do país atrasaram os pagamentos finais que venciam neste mês. Os credores incluem o Reino Unido, Itália, Espanha e Canadá.

Segundo uma regra do Clube de Paris, conhecida como “princípio da condicionalidade”, o grupo só negocia a reestruturação da dívida com devedores com “um histórico comprovado de implementação de reformas no âmbito de um programa do FMI”, segundo informações no site da instituição. A Argentina deixou de seguir as diretrizes de um programa com o FMI após a mudança do governo no final de 2019, e as negociações para um novo plano estão paradas.

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