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Clínica oferece terapia a preços dinâmicos para periféricos, negros e pessoas LGBTQIA+

·2 minuto de leitura
Os psicólogos Ana Albuquerque e Douglas Félix criaram um espaço que oferece sessões de terapia com preço dinâmico (Divulgação)
Os psicólogos Ana Albuquerque e Douglas Félix criaram um espaço que oferece sessões de terapia com preço dinâmico (Divulgação)
  • Coletivo de São Paulo tenta ampliar o acesso a sessões de psicoterapia através de valores sociais

  • Mais de 600 realizam consultas no espaço, sendo que pelo menos 100 são completadas por preços simbólicos

  • Oferecer atendimento adequado para minorias ainda é um desafio para a psicologia

Quanto custa uma sessão de terapia? Duzentos, cinquenta ou zero reais? No Canto Baobá, o valor vai depender da condição financeira do paciente. Criado para atender a população periférica, negra e LGBTQIA+ de São Paulo, o espaço oferece tratamento psicológico com preço dinâmico.

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"O Baobá surge de uma crítica que eu tinha em relação ao campo da saúde mental: para quem a psicologia tem sido feita até agora? Pensando no público que queríamos atender, não tinha como desconsiderar as vulnerabilidades financeiras", explica Ana Albuquerque, 29 anos, Sócia Fundadora do espaço.

No Brasil, 69% dos atendimentos e diagnósticos de depressão no país são realizados nas UBS (Unidades Básicas de Saúde. O número se deve ao fato de que 75% da população depende exclusivamente do SUS (Sistema Único de Saúde) para acessar tratamentos. Oito a cada dez pacientes se autodeclaram como pretos e pardos. 

Consultas com preço social

Para driblar a espera por atendimento no sistema público, as clínicas com preço social realizam atendimentos gratuitos ou com valor reduzido, calculado com base na realidade financeira do paciente.

Criado em dezembro de 2019, o Canto Baobá utiliza um modelo colaborativo de contribuição no qual pessoas que ganham mais pagam o valor cheio e ajudam a financiar as sessões de quem não pode pagar muito. 

Ao todo, são 660 pacientes atendidos todos os meses, sendo que 100 pessoas realizam o pagamento de um valor simbólico ou recebe atendimento social. Na fila de espera, mais de 600 pessoas ainda aguardam por atendimento.

"É um desafio manter os valores simbólico. Queremos entrar em espaços privados para que a saúde mental seja vista como um investimento. Se as empresas perceberem a importância do cuidado, avançaremos muito nesse campo", ressalta Douglas Felix, 37 anos, Sócio Fundador do Canto Baobá.

Saúde mental LGBTQIA+ 

Considerado um dos principais públicos alvos do projeto, o campo do atendimento a pessoas LGBTQIA+ ainda é um desafio para a psicologia. O ambiente ainda é hostil para alguns pacientes e apenas em 1999 o conselho regulador da área proibiu a discriminação e a oferta de tratamentos de reversão sexual em consultórios.

Durante a pandemia, 42,72% das lésbicas, bissexuais, gays e transexuais relataram problemas como problemas como ansiedade, depressão e crise de pânico em uma pesquisa realizada com 9.500 pessoas.

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