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Clima pode adiar colheita de soja do Brasil para janeiro

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- A colheita de soja da safra recorde esperada no Brasil deve ser mais lenta devido ao excesso de chuvas em algumas regiões, que atrasam o trabalho preliminar no campo.

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O forte volume de chuvas e o tempo nublado no Mato Grosso, maior produtor de soja no país, atrasaram a aplicação de fungicidas e máquinas usadas para dissecar as folhas, segundo agricultores. Isso atrasou o início da colheita - antes prevista para começar por volta do Natal, algo atípico - para janeiro.

“Alguns vão colher depois do Natal, mas sabemos que outros vão esperar o ano que vem”, disse Leandro Bianchini, supervisor comercial da Coacen, maior cooperativa do Mato Grosso. “Em 5 de janeiro, devemos estar trabalhando a toda velocidade e, em 30 dias, colhida a maior parte da safra.”

Com a expectativa de safra recorde de soja do Brasil, o que fortalece a posição de liderança do país em uma época do ano antes dominada pelos Estados Unidos, qualquer desaceleração pode atrapalhar os planos de exportadores. Se a colheita mais lenta atrasar a chegada da safra aos portos, empresas de logística e tradings podem recorrer aos EUA para fornecimento imediato.

“O mercado criou uma expectativa de disponibilidade imediata de soja em janeiro, mas o ‘lineup’ ainda não mostra isso”, disse Marcos Pepe Bertoni, diretor de operações da Corredor Logística e Infraestrutura, uma das operadoras do terminal de grãos Tegram. “Temos uma quantidade limitada de safra antiga que precisamos combinar com a nova safra para envio. Quando os fluxos começarem, será um desafio movimentar toda essa produção em tão pouco tempo.”

O enorme volume de soja disponível no início de fevereiro já é precificado pelo mercado, com a cotação da soja brasileira naquele mês negociada abaixo dos preços dos EUA.

Apesar dos contratempos climáticos, a safra brasileira deve totalizar 142 milhões de toneladas, segundo estimativas da Conab, 4% a mais do que no ano passado e a maior já registrada. Agricultores devem obter receita recorde de R$ 1,1 trilhão, 10% a mais do que em 2020, de acordo com o Ministério da Agricultura.

“Teremos chuvas durante a colheita, o que vai desacelerar o trabalho no campo, mas a expectativa geral é muito boa”, disse Cleiton Gauer, superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). “A safra está excelente este ano.”

No Sul, o problema é a seca e o calor, não a chuva. No oeste do Paraná - região onde a colheita começa cedo como a de Mato Grosso -, o plantio foi tardio por causa da falta de chuvas em setembro, e as perdas aumentam com a baixa umidade do solo.

“No momento, não sabemos o quanto está perdido, mas é muito”, disse Marco Bonesi, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja do Paraná (Aprosoja-PR). “Vamos esperar as chuvas para ver o que vai sobreviver.”

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