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Clima de pesar por Covid contrasta com rali de mercados na Índia

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Enquanto a Covid-19 continua devastando a Índia, profissionais do setor de finanças no país se sentem perplexos com a desconexão cada vez mais surreal entre o impacto da epidemia e os ganhos recordes nos mercados indianos.

A pior onda de coronavírus do mundo atingiu a já frágil economia da Índia e elevou o número oficial de mortos por Covid para mais de 318 mil, um total que, segundo especialistas, deve ser muito maior.

E, ainda assim, investidores continuam a comprar ativos indianos, puxando a alta de 66% do índice Nifty 50 nos últimos 12 meses, que ultrapassou todos os outros principais indicadores acionários de referência globais. O índice subiu para uma máxima na quinta-feira e coincidiu com o ritmo mais rápido de ofertas públicas iniciais da Índia desde 2017, além de um fluxo recorde de emissão de títulos em moeda estrangeira por empresas domésticas.

Embora a combinação de sofrimento causado pela pandemia e euforia do mercado financeiro dificilmente seja exclusiva da Índia, em nenhum outro lugar o contraste foi tão extremo.

Os que apostam na alta dizem que os ganhos são justificados pelo estímulo dos bancos centrais, tanto no país quanto no exterior, juntamente com sinais de que a atual onda de Covid pode estar chegando ao pico. Além disso, existe o otimismo de que o potencial de crescimento econômico de longo prazo da Índia emergirá intacto da crise. Os céticos apontam para estimativas de ganhos excessivamente otimistas e o risco de novos surtos em um país onde as taxas de vacinação permanecem teimosamente baixas. O banco central da Índia trouxe sua visão na quinta-feira, alertando em relatório anual que o rali das ações “apresenta o risco de uma bolha”.

O que está claro é que financistas de todos os lados do debate estão no limite. Os mercados em expansão deixaram o setor sobrecarregado em uma época em que muitos profissionais se contagiaram com o coronavírus. Alguns tiveram que buscar atendimento médico em diversos lugares diante de hospitais lotados e suprimento de oxigênio insuficiente. Quase todos têm pelo menos um amigo ou membro da família que morreu.

“Você se sente entorpecido, como se estivesse no meio de uma guerra, perdendo pessoas uma após a outra”, disse Vikaas Sachdeva, CEO da Emkay Investment Managers, com sede em Mumbai, que perdeu quatro membros da sua família para o coronavírus.

Sachdeva espera que os mercados indianos permaneçam voláteis no curto prazo, enquanto investidores avaliam as incertezas em torno do programa de vacinação e a possibilidade de uma terceira onda. Sua empresa tem comprado ações de empresas indianas com gestão de “alta qualidade”, apostando que a estratégia de investimento de longo prazo do país permanece intacta.

Cerca de 200 mil funcionários de bancos indianos foram infectados, e 1.200 morreram desde o início da pandemia, segundo estimativas do maior sindicato do setor este mês.

Entre os maiores riscos para os otimistas com o mercado indiano seria outra onda de Covid. Apenas 3,2% da população foi totalmente vacinada, contra 39,7% nos Estados Unidos e 10,1% no Brasil, de acordo com o rastreador de vacinas contra a Covid-19 da Bloomberg.

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