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Clima é vítima de protecionismo em energia no México

Amy Stillman e Max de Haldevang
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Há cinco anos, o México foi o primeiro país em desenvolvimento a apresentar um plano para reduzir as emissões de carbono antes do marco do Acordo de Paris. Mas, no mês passado, se uniu a recalcitrantes do clima como Rússia e Brasil ao não aumentar os esforços para combater o aquecimento global.

A proposta atualizada do México às Nações Unidas coroou dois anos de retrocesso ambiental sob o presidente Andrés Manuel López Obrador. A expectativa é de que membros do Acordo de Paris elevem suas metas a cada cinco anos, mas o México, em vez disso, manteve o objetivo de cortar as emissões em 22% até 2030, em comparação com as medidas típicas.

A decisão reflete a abordagem de López Obrador para o meio ambiente desde que chegou ao poder com uma vitória esmagadora em 2018. Paralisou o mercado de energias renováveis em expansão, investiu na estatal Petróleos Mexicanos e perseguiu dois grandes projetos de infraestrutura que ambientalistas consideram desastres ecológicos.

A posição do governo tem sido “que se danem as emissões, o meio ambiente, a qualidade do ar”, disse Jeremy Martin, vice-presidente de energia e sustentabilidade do Institute of the Americas. “Simplesmente não há nada que você possa apontar” para que eu sinta confiança na capacidade do governo de administrar bem o meio ambiente e o perfil das emissões, disseNascido em uma pobre cidade petrolífera no estado de Tabasco, no sudeste do país, López Obrador apostou seu capital político para devolver à endividada Pemex seu papel da década de 1970 como principal motor da economia mexicana. A Pemex e a estatal de eletricidade Comisión Federal de Electricidad, ou CFE, estão no centro de seu plano para um México autossuficiente em energia.

Seu histórico lhe dá a rara distinção de ser um líder com raízes de esquerda, cuja política ambiental está mais próxima dos negacionistas do clima de direita, como do presidente dos EUA, Donald Trump, e de Jair Bolsonaro. Ao contrário de Bolsonaro, que defendeu a abertura da Amazônia para a mineração e a agricultura, López Obrador adotou a retórica verde, mesmo quando sua agenda nacionalista de recursos tem prioridade.

“As ações do presidente refletem sua visão para o México, que pode ser resumida em devolver ao país o controle das duas principais estatais de energia”, disse Rodolfo Rueda, advogado da Thompson & Knight, cujos clientes incluem empresas de energia renovável.

As políticas protecionistas têm incomodado executivos e ambientalistas. Dezenas de empresas de energia renovável tentaram impedir as mudanças regulatórias que prejudicaram seus investimentos no México. A agência antitruste Cofece e o Greenpeace ganharam liminares recentes sobre ações que impediriam o avanço de novas usinas de energia limpa.

O México está empenhado em proteger o meio ambiente e, ao mesmo tempo, eliminar as lacunas de desigualdade do país, disse a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Naturais em comunicado enviado por e-mail. A secretaria citou medidas tomadas, como a garantia de acesso à água para os mais pobres do país, suspensão das concessões de mineração e uso sustentável dos recursos naturais e da pecuária.

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