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Clientes comemoram suposta soltura do “Faraó dos Bitcoins”

·3 min de leitura
Glaidson dos Santos com olhar para câmera, Faraó dos Bitcoins
Glaidson dos Santos com olhar para câmera, Faraó dos Bitcoins

Muitos clientes da GAS Consultoria acreditaram que Glaidson dos Santos, o Faraó dos Bitcoins havia sido solto na última terça-feira (26), como resultado, eles fizeram uma festa digna de nota.

Com bandeiras, foguetes e um clima de alegria nostálgica, os clientes da empresa de Cabo Frio fecharam uma rua da capital Rio de Janeiro, onde Glaidson dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins” estava sendo julgado, no Tribunal Regional Federal da 2.ª Região.

Em dado momento da festança, saiu a notícia de que por 2 votos a 1 o líder da empresa seria solto, não se sabe de onde e nem por quem. O resultado foi então amplamente comemorado pelos investidores da GAS.

Naquele momento, muitos se abraçaram calorosamente e entoaram gritos de “U é G.A.S.“, pulando de alegria nas ruas da capital. Foguetes foram soltos, bandeiras atiçadas, para um evento que estava longe da realidade.

O que os clientes não sabiam é que a informação que chegou até eles ainda careceria de validação, assim como no futebol atual, onde o árbitro de vídeo tem que checar a validade da ação de um jogador antes de dar o veredito final.

O resultado da votação, contudo, acabou sendo um revés para o líder da empresa que é acusado de criar um esquema de pirâmide financeira, com rendimentos de 10% ao mês associados a imagem do Bitcoin.

Assim, a festança e os foguetes, abraços calorosos que carregavam um sentimento de alento aos aflitos investidores acabou e o sentimento que restou foi de frustração.

Com Glaidson dos Santos não sendo solto, defesa espera recorrer, mas negócio segue cada vez mais longe de ser retomado

A realidade é que a defesa da GAS emitiu uma nota sobre o caso lamentando que seu líder não foi solto em mais um pedido na justiça brasileira. Eles apontaram que estão traçando estratégias para recorrer nos Tribunais de instâncias superiores.

No entanto, se tantos juízes apontam para a ilegalidade da empresa e não permitem que seu líder seja solto, a festa dos clientes da GAS serve para lembrar que o caso pode ser muito mais sério do que se pensa até aqui.

Milhares de famílias do Rio de Janeiro e de todo o país seguem esperando pingar em suas contas os 10% prometidos, do agora alegado “Moisés”, que não deseja nem mesmo ser o antigo Faraó. Essa situação é uma das piores em meio a uma crise na economia brasileira e serve para lembrar investidores sobre os riscos de promessas de ganhos fáceis no mercado.

O caso da GAS ainda é investigado pelas autoridades brasileiras, sendo cada revés da empresa na justiça um indício que dificilmente o negócio irá operar como em seus “tempos de ouro”.

O que disse o TRF2 ao negar o pedido de liberdade de Glaidson dos Santos e mais dois?

Em nota pública, o TRF2 lembrou que a decisão de manter Glaidson Acácio dos Santos preso foi feita por maioria. Votaram contra o pedido da defesa da GAS Consultoria o relator desembargador Flávio Lucas e o desembargador federal Marcello Granado, que acompanhou o relator integralmente.

O único a votar favoravelmente ao pedido de liberar os réus foi o desembargador federal William Douglas, que acabou vencido pela maioria, o que manteve Glaidson e outros dois presos.

A 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal – 2ª Região (TRF2) negou, por maioria, pedidos de habeas corpus de Glaidson Acácio dos Santos, dono da G.A.S. Consultoria e Tecnologia, de Felipe Silva Novais e de Michael de Souza Magno, acusados de captar recursos de terceiros em larga escala com oferta de investimentos em criptoativos, através de contratos de investimento coletivo sem registro junto à CVM.

Nos termos da denúncia do Ministério Público Federal, já recebida pela primeira instância, os pacientes teriam cometido crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e integração a organização criminosa. Também estão sendo investigados supostos crimes contra a ordem tributária, evasão de divisas e de lavagem de dinheiro. A ação penal ainda está tramitando em primeiro grau de jurisdição.

Leia a nota do TRF2 na íntegra aqui neste link.

Fonte: Livecoins

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