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Claro, TIM e Vivo levam os principais lotes no Leilão do 5G

·4 min de leitura

Claro, Vivo e TIM são as vencedoras dos lotes nacionais de 3,5 GHz oferecidos no Leilão do 5G realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As operadoras devem oferecer a tecnologia 5G em municípios com mais de 30 mil habitantes, fazer infraestrutura de fibra óptica, migrar a recepção de TV por antenas parabólicas e implementar a rede privativa do governo.

A Claro foi a primeira a vencer um lote nacional nessa faixa e aceitou pagar R$ 338 milhões por ele, com ágio de 5,18%. A Telefônica, dona da Vivo, ficou com o segundo lote por R$ 420 milhões (ágio de 30,69%). Já a TIM obteve o terceiro lote, pelo qual pagará R$ 351 milhões, com ágio de 9,22%. Não houve interessadas no quarto lote nacional de 3,5 GHz no 5G.

Imagem: Reprodução/Unsplash/Igor
Imagem: Reprodução/Unsplash/Igor

Além do valor pago pelo direito de uso do espectro, as empresas terão de fazer investimentos obrigatórios. A frequência de 3,5 GHz é a de maior interesse, já que é exclusiva para o 5G e é a mais usada para alocar a tecnologia no mundo. Com foco em consumidores finais e indústria, é considerada ideal para atender áreas urbanas. Estão no leilão, ainda, as faixas de 700 Mhz, 2,3 GHz e 26 GHz.

A distribuição de lotes é a seguinte:

  • 700 MHz: apenas um lote;

  • 3,5 GHz: 12 lotes;

  • 2,3 GHz: dois lotes;

  • 26 GHz: 16 lotes.

Blocos regionais

Depois dos blocos nacionais no 3,5 GHz, a Anatel leiloou os regionais no mesmo espectro. As operadoras que os adquirirem devem oferecer a tecnologia 5G em municípios com menos de 30 mil habitantes e infraestrutura de fibra óptica.

Quem ganhou o atendimento da região Nordeste foi a Brisanet, por R$ 1,2 bilhão — o ágio alcançou 13.741,71% acima do preço mínimo. A empresa é de Pereiro (CE) e atua em regiões tipicamente menos atendidas por grandes operadoras de telecomunicações, no interior do Nordeste.

A Brisanet ficou, ainda, com o lote da região Centro-Oeste (exceto setores de Goiás e Mato Grosso do Sul). Por ele, pagou R$ 105 milhões (o ágio foi de 4.054,27%). O lote dedicado à prestação de serviços na região Norte não teve interessados.

A Sercomtel, por sua vez, vai oferecer internet na região Norte e em grande parte do estado de São Paulo. Por isso, pagou R$ 82 milhões, com ágio de 719%. Com sede em Londrina (PR), a operadora oferece telefonia fixa e celular (GSM e 3G), longa distância e banda larga. A Anatel autorizou a Sercomtel a operar em todo o país.

A prestação de serviço na região Sul ficou com o Consórcio 5G Sul. Houve uma longa disputa com a Mega NET Provedor de Internet, mas o vencedor aceitou pagar R$ 73 milhões pela faixa. O consórcio une a Copel (Paraná) e a Unifique (Santa Catarina e Rio Grande do Sul). A Copel é do grupo da Sercomtel, mas tem foco em banda larga fixa por fibra.

Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, salvo exceções, serão atendidos pela Cloud2U, que adquiriu os lotes regionais nessas localidades. Já Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo ficam com a Algar Telecom. Operadoras que venceram os lotes regionais só podem atuar em regiões específicas do país, não de forma nacional.

Outras faixas

Imagem: Reprodução/Envato/twenty20photos
Imagem: Reprodução/Envato/twenty20photos

O primeiro lote leiloado foi a faixa de 700 MHz. Quem venceu foi a Winity II Telecom (do Fundo Pátria), que pagou R$ 1,4 bilhão pelo espectro, com ágio de 805,84%. A Winity II Telecom é uma plataforma de infraestrutura wireless e o Fundo Pátria tem grande experiência em telecomunicações.

Com isso, o país terá uma nova operadora de telefonia móvel, com autorização para oferecer o serviço em todo o país, depois da venda dos ativos móveis da Oi. A frequência de 700 MHz permite maior cobertura e é uma sobra do leilão do 4G, de 2014. Claro, Tim e Vivo hoje operam o 4G nessa faixa.

O prazo de outorga — direito de exploração das faixas — será de até 20 anos, que podem ser prorrogados. Como as frequências são divididas em blocos nacionais e regionais, cada uma delas pode ter mais de um vencedor, que vão atuar em áreas geográficas coincidentes ou distintas. Para evitar concentração, quem adquire um bloco nacional de 3,5 GHz não pode ter um regional.

Como não se trata de leilão arrecadatório, a maior parte do montante movimentado no leilão vai para investimentos. As empresas vencedoras precisam implementar a tecnologia 5G em rodovias federais e localidades definidas no edital, como escolas públicas.

A definição de todos os vencedores pode ocorrer nesta sexta-feira (5). Empresas que não participam do leilão ou não adquirem nenhum lote podem, após todo o processo, negociar com outras para prestar serviços técnicos ou financeiros, por exemplo.

A previsão é que todas as capitais e o Distrito Federal tenham sinal 5G até 31 de julho de 2022. A tecnologia deve chegar a todas as cidades com mais de 30 mil habitantes até 31 de julho de 2029.

Fonte: Canaltech

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