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Clarida, do Fed, diz que referenciais para aumentos de juros podem estar claros em 2022

·2 min de leitura
Vice-chair do Federal Reserve, Richard Clarida

Por Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) - O vice-chair do Federal Reserve, Richard Clarida, disse nesta segunda-feira que o banco central dos Estados Unidos pode ver suas condições para aumentos de juros atendidas no próximo ano, com o emprego sendo restaurado para onde estava antes da pandemia e a inflação já ultrapassando níveis confortáveis.

Clarida disse que, embora o Fed continue "longe de considerar o aumento dos juros", se suas perspectivas atuais para a economia se mostrarem corretas, as "condições necessárias para elevar a meta para a taxa básica de juros terão sido atendidas até o final de 2022".

Nesse ponto, uma trajetória de juros semelhante à traçada por autoridades do Fed em setembro seria "inteiramente consistente" com o novo arcabouço do Fed para atingir a meta de 2% de inflação e o "pleno emprego", disse Clarida em comentários preparados para apresentação na Brookings Institution.

Essas projeções para os juros, conhecidas como "gráfico de pontos", mostram que as autoridades do Fed caminham em direção a um aumento de juros no próximo ano, mas seguem divididos uniformemente sobre esse momento, com a maioria projetando os juros aumentando de forma mais constante em 2023 e 2024.

As declarações de Clarida vêm no momento em que o Fed muda sua atenção para possível conflito entre sua esperança de elevar o emprego o máximo que conseguir e sua preocupação com uma inflação pressionada demais.

A inflação até o momento já representa "muito mais do que uma superação 'moderada' de nosso objetivo de inflação de 2% no longo prazo, e eu não consideraria a repetição desse desempenho no próximo ano um sucesso de política monetária", disse Clarida. Ele disse esperar que a medida preferencial de preços do Fed, excluindo alimentos voláteis e custos de energia, permanecerá por enquanto acima da meta do banco central, embora o ritmo deva desacelerar.

Ele disse que o crescimento esperado do emprego, à medida que a economia continua em expansão, aumentará a participação na força de trabalho, levará a taxa de desemprego para 3,8% até o final do ano que vem e "eliminará a 'lacuna de empregos' de 4,2 milhões em relação aos" meses anteriores à pandemia.

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