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Ciro sobre eleições: "Brasileiro mandou o lulopetismo radical e o bolsonarismo boçal embora"

Ana Paula Ramos
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Brazil's presidential candidate for the Democratic Labor Party (PDT), Ciro Gomes speaks with the press after voting in Fortaleza, state of Ceara, Brazil, on October 07, 2018. - Brazilians began casting ballots Sunday in their most divisive presidential election in years, with a far-right politician promising an iron-fisted crackdown on crime, Jair Bolsonaro, the firm favorite in the first round. (Photo by Thiago Gadelha / AFP)        (Photo credit should read THIAGO GADELHA/AFP/Getty Images)
Ciro Gomes ataca o PT e diz que quer construir aliança de centro-esquerda para 2022 (Photo THIAGO GADELHA/AFP/Getty Images)

Ao fazer um balanço das eleições municipais de 2020, o ex-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) atacou o ex-presidente Lula, o PT e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em entrevista ao apresentador José Datena, na Rádio Bandeirantes, nesta segunda-feira (30).

Além disso, elogiou o "belíssimo” desempenho do candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL), que recebeu apoio de Ciro e do PDT no segundo turno, mas classificou Boulos como integrante da “esquerda radical”.

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“Boulos chegar onde chegou significa que agora você pode expressar uma predileção com a esquerda mais radical sem ter que explicar banditismo, contradições econômicas, fracassos extraordinários do desenvolvimento, que é o que o PT obriga o jovem. Isso eles vão perder porque não tem humildade nem capacidade de compreender e se reconciliar com o povo, insistindo nesse hegemonismo", disse.

Ciro Gomes criticou o desempenho do PT nas eleições municipais de 2020 e destacou a união do PDT e do PSB no Nordeste, além de outras legendas de centro-direita, como o DEM de ACM Neto em Salvador. No entanto, ele atacou o governador do Maranhão por ter decidido não apoiar ninguém no primeiro turno.

"O Flávio Dino resolveu não apoiar ninguém no primeiro turno. Os três candidatos que ele sinalizou apoiar ficaram de fora. E foi votar com camiseta ‘Lula Livre’. Eles perderam um pouco a noção da realidade. Ganhou essa eleição quem soube interpretar com humildade o sentimento popular”.

Segundo o pedetista, ele está “dedicado” em construir uma aliança de centro e de esquerda para a eleição presidencial em 2022.

O ex-ministro considerou que a vitória de José Sarto (PDT) à Prefeitura de Fortaleza (CE), candidato apoiado por ele foi resultado de um embate claro”.

Para Ciro, “o brasileiro mandou o lulopetismo radical e o bolsonarismo boçal” embora.

Na avaliação dele, o voto dos brasileiros em 2020 se inclinou “ao centro, à centro-direita e à centro-esquerda”. "Precisamos organizar para ver se isso tem desdobramentos no futuro do país".