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Ciro redireciona artilharia contra Moro nas redes sociais

·3 min de leitura

Apostando na campanha digital para se colocar como opção a Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, Ciro Gomes agora terá que enfrentar mais um adversário: o ex-juiz Sergio Moro. O pedetista segue mirando preferencialmente suas críticas e ataques ao atual presidente, mas, segundo levantamento do GLOBO, passou a ter que dividir a artilharia que direciona ao PT com disparos contra Moro, que, assim como ele, tenta viabilizar o seu nome como opção para a terceira via.

Se em outubro Ciro não fez menção alguma ao ex-juiz em seu Twitter — enquanto disparou 39 vezes contra Bolsonaro e 12 contra Lula — a recente filiação de Moro ao Podemos mudou o jogo. Neste mês, o pedetista já fez sete publicações contra Moro, além de oito contra o petista e 20 contra o atual presidente.

A primeira publicação recente sobre o ex-juiz foi justamente em 10 de novembro, data de filiação do Podemos. “A candidatura de Moro só vai agravar sua crise de identidade. Ele vivia disfarçado de juiz e agora quer se disfarçar de político para resolver suas enormes contradições. Nenhuma das vestes lhe cabe”, publicou Ciro, que nas semanas seguintes fez mais seis postagens contra o novo adversário.

Outra estratégia que o presidenciável passou a adotar em suas publicações é fazer equivalência entre os três candidatos. Em uma postagem, ele diz que “Moro e Bolsonaro são um só. (...) Igualmente corrupto, incapaz e sem qualquer entendimento da realidade brasileira”.

Em outra postagem, ele ataca a Lava-Jato ao mesmo tempo em que se opõe ao discurso petista sobre a inocência de Lula.

Movimento estratégico

No Youtube, onde o presidenciável posta produções de seus canais e trechos de entrevistas para meios de comunicação, a última citação em um título de vídeo ao petista é do dia 27 de outubro, com o enunciado “Nem Lula nem Bolsonaro”. Já Moro aparece em três chamadas recentes para postagens como “Aceita o debate Moro” e “Moro não tem nenhuma vivência para presidência”.

Cientistas políticos e integrantes do PDT ouvidos pelo GLOBO enxergam o embate com Moro como estratégico, mas não acreditam que o novo adversário impacte significativamente na campanha eleitoral de Ciro. Eles defendem que o eleitorado do pedetista e do ex-juiz estão em lados opostos, e, portanto, um não influenciaria tanto na capacidade de atração de votos do outro.

— Com o avanço de Lula sobre a esquerda, Ciro foi compelido a tentar disputar a centro-direita, mas esse não é o seu espectro político — diz o cientista político Antonio Lavareda. — Quem de fato pode perder esse eleitorado para o Moro é o próprio presidente Bolsonaro, além das chamadas candidaturas da terceira via que vêm pela direita.

Com base em pesquisas recentes de intenção de votos, o cientista político e professor da Universidade de São Paulo (USP) José Alvaro Moisés calcula que Ciro e Moro disputam pelo menos cerca de 35% do eleitorado que não declara vota nem em Bolsonaro nem em Lula. No entanto, um é mais de esquerda e o outro de direita. Moisés avalia, porém, que a agenda de alguns temas deve gerar disputa entre eleitores dos dois:

— O Ciro mesmo antes do Moro se apresentar como candidato já era um crítico de sua atuação, da Lava-jato, do julgamento da condenação do Lula. E ele vai retomar isso, pois o Moro levanta o tema do combate a corrupção em que tem muito a mostrar, mas também a se explicar depois das anulações de suas decisões.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi diz que o aumento de críticas do pedetista ao ex-juiz são para marcar as diferenças frente o eleitorado e nega que o novo presidenciável implique uma mudança brusca na campanha. Lupi acredita que Moro atrai um eleitorado ideologicamente de direita que já não votaria de jeito algum no PDT.

— Quem a gente disputa é o eleitor que não se define nem de direita nem de esquerda, e que votou em Bolsonaro de última hora só porque ele ia ganhar ou porque estava cansado do PT — defende Lupi.

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