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Ciro promete no JN taxar fortunas para bancar auxílio de R$1000 e "lei antiganância" para endividados

Candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, afirmou nesta terça-feira, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, que se eleito irá instituir um auxílio de 1 mil reais aos mais vulneráveis a ser bancado, em parte, pela tributação de grandes fortunas, além de prometer uma lei "antiganância" para ajudar inadimplentes a quitar suas dívidas.

Pelos cálculos do candidato, o programa de renda mínima proposto em seu programa de governo teria um custo aproximado de 290 bilhões de reais e seria uma "perna" de um novo modelo previdenciário, reunindo benefícios como o BPC, o seguro desemprego, seguro rural e demais ações de transferência de renda.

"Eu vou agregar um tributo sobre grandes fortunas apenas e tão somente sobre os patrimônios superiores a 20 milhões de reais. Só 58 mil brasileiros têm um patrimônio superior a 20 milhões de reais", disse o candidato ao JN.

"Cada super rico no Brasil vai ajudar a financiar, com 50 centavos apenas de cada 100 reais de sua fortuna, a sobrevivência digna de 821 brasileiros abaixo da linha da pobreza", acrescentou.

Já a lei "antiganância", explicou, teve inspiração em legislação da Inglaterra.

"Todo mundo do crédito pessoal, do cartão de crédito, do cheque especial, etc, ao pagar duas vezes a dívida que tem, fica quitado por lei", afirmou.

Ciro aproveitou a exposição no Jornal Nacional para pedir votos de eleitores que não queiram votar nos dois principais candidatos ao Planalto na corrida presidencial, o ex-presidente e líder nas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), segundo colocado nas sondagens.

Bolsonaro inaugurou na segunda-feira a rodada de entrevistas do telejornal. Na quinta-feira será a vez de Lula.

Ciro tentou rebater a tese do voto útil em Lula ao pedir uma chance aos telespectadores, e defendeu o que chamou de "sabedoria dos dois turnos".

O candidato do PDT prometeu ainda um grande programa de investimentos e interlocução com governadores, além da previsão de plebiscitos em assuntos que enfrentem impasse no Congresso Nacional.