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Ciro Gomes dá detalhes sobre seu plano de retirar o nome dos brasileiros do SPC

Fátima Meira/Futura Press)

Na ultima semana, uma promessa do candidato Ciro Gomes (PDT) chamou a atenção de muita gente e despertou uma série de dúvidas: em uma de suas falas no debate realizado pela TV Bandeirantes, o candidato prometeu retirar o nome de mais de 63 milhões de brasileiros do cadastro de devedores.

“Vou ajudar a limpar o nome das pessoas não é porque sou bonzinho. É porque meu projeto prevê que um dos motores da economia é o consumo das famílias”, declarou. Diante de críticas, Ciro chegou a alterar sua proposta e estabeleceu um prazo para as dívidas. “Essa crítica me chamou a atenção de que não deve valer para a frente para não estimula ninguém a fazer crédito e depois não pagar de propósito”, informou, em entrevista à Folha de São Paulo. Nesta semana, o candidato do PDT deu mais detalhes sobre o plano. Confira:

Renegociação de crédito

Em um comício realizado nesta semana, Ciro explicou que o plano pode incluir a abertura de linhas de crédito de bancos em valores de até R$ 60 bilhões. “Eu faço um leilão e aquelas empresas financeiras, bancos e de cartão de crédito e de crediários que me derem o maior desconto serão as primeiras a serem refinanciadas. E pega os mais pobres de baixo para cima e empresta pelo Banco do Brasil e pela Caixa em até 36 meses de prazo”, declarou.

O candidato explicou que o programa deve funcionar mais ou menos como os feirões de renegociação de dívidas. Mas em vez dos 80% de desconto, o percentual chegaria a até 90%.

Segundo ele, os feirões de negociação de dívida do Serasa têm dado desconto médio para os devedores de 80% em média. O pedetista acredita que com o programa do governo esse desconto nas dívidas pode chegar até 90%. “O brasileiro médio está devendo R$ 1.200. Isso se eu picar as prestações em 36 meses ele vai pagar prestação ao redor de R$ 40 por mês e vai fazer ele a sair da humilhação e ajudar o país a voltar a turbinar a economia”, contou.

Bancos privados

Ciro não descartou a participação de bancos privados no programa de renegociação das dívidas. “Eles terão que dar desconto muito grande para entrar no projeto e, se quiserem fazer a estrutura de refinanciamento pela linha privada, eles serão obrigados a praticar um juro sério que o governo vai fiscalizar e eu posso entra o afrouxar um pouquinho os compulsórios”, disse, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Programa de governo não explica como

Em seu programa, o candidato indica ainda os 5,5 milhões de micro e pequenas empresas que se encontram com dívidas. Para resolver o problema, o programa cita uma “redução da taxa de juros para estimular a retomada dos investimentos privados e aliviar a população e as empresas endividadas” e a “desregulamentação bancária para possibilitar a maior oferta de serviços financeiros por parte de instituições de pequeno e médio porte”, mas não oferece medidas concretas para resolver o problema.

De acordo com o candidato, o “mistério” tem como objetivo evitar que seus concorrentes copiem suas ideias. “Tudo o que eu falo agora os meus adversários estão copiando. É uma coisa boa porque as boas ideias devem ser de todos, mas é muito chato na medida que você ainda não ganhou a eleição”, apontou. Confira o plano de governo completo de Ciro Gomes aqui.