Após cincos de paralisação, BNDES financiará projeto hidrelétrico no Equador

Rio de Janeiro, 14 nov (EFE).- Brasil e Equador reiniciaram nesta quarta-feira as operações financeiras entre os países, paralisadas durante cinco anos, com a assinatura de um empréstimo de US$ 90,2 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao país andino para um projeto hidrelétrico.

O embaixador do Equador no Brasil, Horacio Sevilla Borja, assinou no Rio de Janeiro o contrato em nome do governo de seu país para a construção da primeira fase do projeto hidrelétrico Manduriacu, segundo informou o consulado equatoriano em comunicado.

Um porta-voz do BNDES confirmou à Agência Efe a operação e o valor do empréstimo destinado a "financiar a exportação de bens e serviços brasileiros relacionados com construções de infraestrutura".

Sevilla Borja anunciou que em breve será assinado um segundo convênio para o projeto Multimodal de Recursos Hídricos Daule-Peripa, avaliado em US$ 185 milhões.

Esta obra servirá para irrigar 170 hectares de terra cultiváveis e para a construção de um sistema de controle de inundações.

A relação financeira entre Brasil e Equador sofreu uma detenção brusca por causa de um processo instalado em novembro de 2008 quando o governo desse país qualificou como irregular um crédito de US$ 243 milhões do BNDES para a construção da hidrelétrica de San Francisco, adjudicada pela Odebrecht e na qual supostamente foram encontradas falhas estruturais.

O Equador pediu então a anulação do contrato pelo suposto descumprimento de algumas cláusulas e solicitou a exclusão dos valores ainda devidos.

Em 2008 o presidente equatoriano, Rafael Correa, ordenou a expulsão da Odebrecht do país por não ter chegado a um acordo para a reparação da hidrelétrica, o que gerou um princípio de crise diplomática com o Brasil.

No entanto, a Câmara de Comércio Internacional (CCI), a corte arbitral internacional em Paris à qual o Equador acudiu para impugnar o contrato, deu razão ao BNDES e pôs um fim no processo.

Em julho de 2010, Correa anunciou o retorno da Odebrecht ao Equador após um acordo para que continuasse as obras. EFE

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