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Cinco pessoas já morreram no interior de SP por causa da tempestade de poeira

·3 minuto de leitura

No último dia 26 setembro, uma enorme tempestade de poeira assolou moradores de algumas cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais. O fenômeno se repetiu na região na sexta-feira passada (1º), provocando suspensão de aulas presenciais por conta dos estragos provocados. Infelizmente, municípios do oeste paulista já confirmaram cinco mortes relacionadas à tempestade de poeira, que chegou acompanhada de rajadas de ventos que atingiram até 103 km/h.

A primeira morte relacionada à tempestade ocorreu na cidade de Tupã, a cerca de 507 km da capital paulista, quando um trabalhador de construção civil foi atingido por uma parede que caiu por conta dos fortes ventos. Um pouco mais distante, em Santo Antônio do Aracanguá, a ventania alastrou um incêndio que provocou a morte de outras três pessoas.

A quinta vítima, confirmada no último domingo (3), é o construtor Valter Aparecido Balbo, de 56 anos, que teve um traumatismo craniano quando uma árvore caiu sobre ele. Balbo chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos. A intensa tempestade provocou a queda de muitas árvores e o destelhamentos de inúmeras casas. Em Araçatuba, o governo local decretou pelo menos dez dias, a partir do último dia 2, para reparar todo o dano provocado.

Além disso, a ventania provocou o rompimento do fornecimento de energia em vários municípios da região — situação que permaneceu nos dias seguintes. De acordo com a Energisa Sul-Sudeste, responsável por atender 24 cidades da região, mais de três mil ocorrências relacionadas ao fenômeno foram registradas até esta última segunda-feira (4) — afetando, ao todo, cerca de 50 mil clientes distribuídos pelo interior de SP e outros cinco estados.

O coordenador da estação meteorológica da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Alexandrius Barbosa, que tem acompanhado a tempestade na região, disse que a intensa ventania se deu por conta da frente fria vinda do sul, que se encontrou com uma massa de ar quente, provocando, assim, a instabilidade. As rajadas de vento suspenderam a poeira presente no solo, já suscetível por conta da baixa umidade e estiagem prolongadas.

Segundo dados de agosto do Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas, o noroeste paulista vive uma seca incomum e a mais intensa já classificada. Outras regiões, como o leste do Mato Grosso do Sul, enfrentam a mesma situação de seca extrema. Na sexta-feira passada também houve registros de uma tempestade parecida em Goiás e no Maranhão.

A tempestade de poeira é conhecida também como haboob, um fenômeno natural em regiões desérticas do planeta. Aqui no Brasil, ele é explicado pela influência humana, como a degradação do solo combinada aos períodos intensos de seca e crise hídrica. A grande coluna de poeira subiu cerca de 10 km acima da superfície e se estendeu por cerca de 160 km.

Fonte: Canaltech

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