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Cinco perguntas para Marcelo Ciasca, CEO da Stefanini Brasil

·5 min de leitura

Marcelo Ciasca assumiu a posição de CEO da Stefanini no Brasil em 2019, depois de passar sete anos como CEO para a América Latina, no México. Ao todo, ele trabalha há 18 anos na multinacional brasileira, a maior parte deles morando no México. Ele foi um dos primeiros a participar do programa de expatriação da empresa, quando aceitou o convite para assumir como country manager México, e havia apenas seis pessoas no escritório local, na Cidade do México. Hoje, a equipe do México corresponde a mil dos 3.500 funcionários da Stefanini na região. Casado, pai do Guilherme e do Vinícius e fã de viagens de moto, Ciasca viveu quase 16 anos no México, país pelo qual segue apaixonado e para o qual retorna sempre que tem oportunidade, inclusive para passar férias.

Nesta conversa com a Fast Company Brasil, Ciasca fala sobre inovação – que está na essência de uma empresa que atua na jornada de transformação digital dos clientes -, sobre colaboração, ESG, propósito, transparência, equilíbrio e paixão pelo trabalho e pela vida.

O que é inovação para você?

A inovação está relacionada a todos os processos desenvolvidos para solucionar um problema ou uma questão. Não envolve apenas a área de Inovação, mas toda a empresa. A transformação digital é muito mais uma mudança de mindset do que a tecnologia em si. A tecnologia é um meio para transformar e pensar novos modelos de negócios. Vejo a inovação como um diferencial competitivo capaz de melhorar consideravelmente a eficiência no dia a dia, seja dentro da empresa ou de seus clientes, incorporando mais valor aos negócios.

Qual a habilidade mais importante nos tempos atuais?

Acredito que seja a colaboração. É uma habilidade fundamental em todas as esferas, pois não se constrói nada sozinho. Também destaco a resiliência, que é a capacidade de se adaptar a diferentes situações. Na pandemia, ela ganhou uma dimensão bem maior nas empresas, pois as pessoas tiveram que migrar da noite para o dia para o home office, conciliando trabalho e vida pessoal em um mesmo ambiente. O medo do vírus, os desafios no trabalho, a insegurança pessoal e profissional exigiu mais resiliência para atravessar esse momento. No ambiente corporativo, a resiliência consiste em entender o momento, mostrar mais flexibilidade para atuar em momentos desafiadores, buscar conhecimento e resultados que sejam bons para a equipe e, consequentemente, para a empresa e seus clientes. A resiliência é algo que faz parte do autoconhecimento para encontrar maneiras de lidar com situações difíceis, mantendo o equilíbrio emocional.

O que o conceito de sustentabilidade representa para o seu negócio?

Não é mais possível imaginar o futuro sem investir em ESG. É algo que está na pauta das empresas e que vem se tornando uma prioridade, pois o futuro exige cada vez mais transparência, ética e uma visão inclusiva. Como disse Dave Cobban, que atuou com gerente geral da Nike, reconhecido como líder transformacional em negócios digitais e sustentabilidade, “no futuro não haverá um setor sustentável. Tudo será sustentável ou não existirá.” O conceito de sustentabilidade está relacionado à visão de propósito das organizações.

Na Stefanini, temos uma divisão focada em soluções tecnológicas que ajudam as indústrias a executarem suas agendas de ESG, baseado em ofertas sobretudo em energia, com planos de oferecer em breve também soluções em saneamento e agronegócio. O objetivo é auxiliar as indústrias na adaptação ao processo de transição energética pelo qual o mundo está passando.

O processo de transição energética tem base sobretudo nos chamados 3D: Descarbonização, Descentralização e Digitalização. A descarbonização passa tanto pela incorporação de novas fontes de geração de energia (sem emissão de carbono) quanto pela mitigação de perdas energéticas no chão de fábrica para aumentar eficiência. A digitalização se dará sobretudo através da tecnologia: a aplicação massiva de IoTs propiciará uma redução nos gaps de dados e estes serão estruturados em uma base histórica única, permitindo a aplicação de modelos data-driven e uma maior conectividade em toda a cadeia. E essa conectividade tem papel crucial na descentralização: o sistema será mais participativo, com troca de dados e informações gerando maior equilíbrio técnico e transações comerciais entre geradores e consumidores locais.

Com o avanço nos debates sobre ESG, o que se percebe é que a geração de efeitos positivos para o meio ambiente e para as comunidades tem se tornado um diferencial competitivo para empresas no mundo inteiro. As empresas querem fazer negócios com quem investe em modelos mais sustentáveis, que possam contribuir para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que entreguem valor à sociedade com um sistema de governança que permita transparência e conduta responsável em todas suas atividades.

O que significa qualidade de vida para você?

Qualidade de vida é fazer o que se gosta e também aprender a gostar do que se faz. É buscar equilíbrio entre vida pessoal e profissional, aproveitando cada momento da melhor forma possível. Além de ser apaixonado pelo que faço, encontro nos exercícios físicos e nos passeios de moto aos finais de semana uma maneira de manter a conexão comigo mesmo e com a minha família.

Qual o melhor conselho que você recebeu e que ajudou você nos negócios e na vida?

Ter humildade, saber ouvir as pessoas, olhar no olhos, falar com serenidade e transparência. Outro conselho que sempre me acompanhou foi que muitas vezes é preciso dar um passo para trás para poder avançar. Entender o quanto você pode aprender em um momento ruim e transformar tudo isso em conhecimento e oportunidade.

O post Cinco perguntas para Marcelo Ciasca, CEO da Stefanini Brasil apareceu primeiro em Fast Company Brasil | O Futuro dos Negócios.

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