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Cinco mulheres que lideram negócios que vão além do lucro

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Ter lucro é importante, mas não é o único objetivo de muitas pessoas que decidem empreender no Brasil. É daí que surge o conceito de empreendedorismo social, negócios financeiramente sustentáveis e que buscam, além do dinheiro, proporcionar alguma mudança social.

De acordo com um levantamento do Sebrae em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, existem pelo menos 800 negócios de impacto social no país. Grande parte dessas empresas que prestam serviços sociais e geram desenvolvimento econômico é chamada de startup e tem mulheres na liderança.

O Yahoo Finanças traz uma lista com cinco empreendedoras sociais, que atuam em segmentos diferentes e que você precisa conhecer. Confira:

Ana Minuto

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

A paulistana Ana Minuto começou a trabalhar aos 15 anos em uma empresa de costura, onde sua mãe trabalhava. Ela não se sentia satisfeita e foi em busca de algo diferente, prestou concurso para os Correios, passou e ficou cerca de três anos na companhia. Novamente, não se sentiu realizada, principalmente por saber que seu salário seria o mesmo por longos anos. Mudou de área mais uma vez e há 25 anos se dedica à diversidade e à inclusão com foco em questões raciais.

Em 2015, fundou a Minuto Consultoria Empresarial & Carreira com o objetivo de auxiliar as empresas a ampliarem a consciência sobre diversidade através do desenvolvimento humano, autoconhecimento e sensibilização para criarem ambientes inclusivos, equânimes, lucrativos e divertidos que gerem resultados positivos a todos os envolvidos. Hoje, Ana é requisitada por grandes empresas e já palestrou e realizou treinamentos em companhias como Avon, Natura, Netflix, Google e IBM.

“Eu passei por várias situações que me fizeram tomar consciência e querer empreender. Alinhei meu conhecimento como gestora de projetos e no mercado corporativo para gerar parcerias de impacto social. É impossível nós avançarmos enquanto seres humanos se não diminuirmos desigualdades. Meu maior objetivo é fazer mais pessoas terem ascensão social e trabalhos dignos para que tenhamos um país mais próspero e abundante”, conta.

Adriana Barbosa

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Fazer a diferença na sociedade é o que também motivou Adriana Barbosa a empreender. Há 20 anos, ela é a mulher por trás da Feira Preta, o maior evento de cultura negra da América Latina. Hoje a empresária é considerada uma das referências do empreendedorismo negro no Brasil, mas começou de baixo como muitos outros brasileiros.

Adriana tinha um brechó na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, onde no início dos anos 2000 haviam muitas baladas de black music. A empreendedora percebeu que naqueles espaços as pessoas negras atuavam apenas como funcionários e nunca como proprietárias . Ali ela se deu conta de que algo precisava ser feito e criou a Feira Preta como uma maneira de divulgar os produtos de empreendedores negros. O negócio foi crescendo a cada ano e se tornou uma potência.

Em 2019, último ano em que o evento aconteceu em formato híbrido, a feira movimentou R$ 4 milhões de reais. Com a pandemia da covid-19, o evento continuou a ocorrer anualmente de forma online. O impacto social está na descentralização dos lucros, com o emprego de pessoas e a movimentação financeira que ocorre entre os afro-empreendedores.

Etiene Martins

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Hoje em dia, entrar em uma livraria e encontrar obras de autores negros está mais comum, mas nem sempre foi assim. Quando a jornalista Etiene Martins decidiu abrir uma livraria especializada na literatura negra, o cenário era outro. A empreendedora frequentava feiras em Belo Horizonte, onde não via obras de autoria negra. Ali ela enxergou um gargalo que poderia transformar, mesmo que aos poucos, o mercado. Em 2014, ela começou a vender livros de forma itinerante e, em 2017, abriu a Livraria Bantu na capital mineira, com pelo menos 500 títulos que buscam valorizar a produção literária descolonial. Além de ser especializada em obras de autores negros, a livraria também possui um projeto cultural que ofefrece gratuitamente vivências afroliterárias em parques, escolas e museus.

Natália Silva

(Foto: Acervo Pessoal)
(Foto: Acervo Pessoal)

Ao longo de sua carreira, a psicóloga Natália Silva trabalhou em diferentes áreas, incluindo o terceiro setor, onde se deparou com uma realidade de exclusão e discriminação de grupos minorizados. Foi aí que ela decidiu empreender na área da saúde, tornando mais acessível o acesso à psicoterapia.

Três anos atrás ela criou o Grupo Reinserir, uma clínica de psicologia voltada ao atendimento da população periférica, negra e LGBT, com preços acessíveis.

Além do atendimento realizado pela equipe de 24 psicólogos e psicólogas, o Grupo Reinserir também auxilia seu público na reinserção ao mercado de trabalho com orientação profissional/vocacional e oficinas de elaboração de currículo, por exemplo. “Vivi muitos impasses em minha carreira, convivendo com estigmas contra a população periférica, preta e LGBT. Tudo isto alinhado à minha formação acadêmica e política me fez repensar meus caminhos, como e com quem eu gostaria de atuar”, explica.

Mariana Torres

(Foto: Acervo Pessoal)
(Foto: Acervo Pessoal)

Moradora do Rio de Janeiro, a psicóloga Mariana Torres acumula experiências em projetos e em consultorias de diversidade. Em setembro de 2021, ela deu mais um passo como empreendedora e criou a Diversa Jobs, uma plataforma de recrutamento focada na inclusão de grupos sub-representados nas empresas e em cargos de liderança, como mulheres, negros, LGBTs, pessas com deficiência e a partir dos 40 anos. Na plataforma, os candidatos cadastram seus currículos e recebem ofertas de empresas que estejam em busca de profissionais com as qualificações que preenchem.

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