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Cinco fatos importantes sobre a Fundação Bill e Melinda Gates, uma das maiores do mundo

·4 minuto de leitura
Bill e Melinda Gates em um evento do Lincoln Center em Nova York em 26 de setembro de 2018

O divórcio do bilionário cofundador da Microsoft, Bill Gates, e sua esposa, Melinda, anunciado na segunda-feira após 27 anos de casamento, levanta dúvidas sobre o futuro de sua imensa fortuna e de sua fundação filantrópica, uma das maiores do mundo.

Bill Gates é o quarto homem mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em cerca de 130 bilhões de dólares, de acordo com a revista Forbes.

Seu acordo de divórcio com Melinda pode ser o mais valioso do mundo, e os dois podem se tornar separadamente grandes doadores.

Confira a seguir cinco fatos importantes sobre a Fundação Bill & Melinda Gates, sediada em Seattle, estado de Washington (oeste), de acordo com seu site e outras fontes. Os dois disseram em um comunicado que continuarão trabalhando juntos na fundação.

- 1. Missão e investimentos

A fundação foi criada há mais de 20 anos, quando os Gates ficaram chocados com um artigo de jornal sobre a morte de milhares de crianças na África por doenças evitáveis, como diarreia e pneumonia.

Hoje, sua missão é lutar contra doenças como a poliomielite e a malária, contra a pobreza e a desigualdade no mundo.

Além da saúde, investe em educação, no acesso à internet e busca a reforma das leis de controle de armas nos Estados Unidos para limitar sua venda.

Desde o ano 2000, já investiu cerca de 55 bilhões de dólares em 135 países para tentar atingir seus objetivos. A cada ano, doa cerca de 5 bilhões dólares para diferentes causas, de acordo com o New York Times.

- 2. Combate à pandemia -

A luta contra o coronavírus também é uma prioridade: desde fevereiro de 2020, a fundação gastou mais de 1,75 bilhão de dólares na luta contra a covid-19, segundo a organização informou ao jornal The Washington Post.

O dinheiro tem sido fundamental para promover o mecanismo da Covax, que organiza a compra de vacinas para 92 países pobres do mundo e dezenas de outras nações.

Mas se viu no meio de uma polêmica quando foi acusada no ano passado de encorajar a Universidade de Oxford a se associar exclusivamente com a AstraZeneca para produzir sua vacina, em vez de permitir o livre acesso a outros laboratórios.

A fundação também investiu na detecção do coronavírus, no seu isolamento e no tratamento da doença, de acordo com a publicação online Inside Philantropy.

- 3. Doadores -

Principais contribuintes: entre 1994 e 2018, os Gates contribuíram com mais de 36 bilhões de dólares para sua fundação, que atualmente tem cerca de 50 bilhões de dólares em ativos.

O bilionário Warren Buffett também doou bilhões de dólares na forma de ações de sua holding financeira Berkshire Hathaway, prometendo doar a maior parte da fortuna para a fundação quando ele morrer.

Quando os Gates criaram o "Giving Pledge" para convencer bilionários a doar pelo menos 50% de suas fortunas para instituições de caridade, eles disseram que ofereceriam "a grande maioria" de seus ativos para sua própria fundação. Grande parte desse dinheiro ainda não foi doado, de acordo com o New York Times.

O "Giving Pledge" hoje tem cerca de 200 contribuintes.

A fundação investe em um portfólio de empresas que abastecem seus ativos, mais notavelmente Berkshire Hathaway (11 bilhões de dólares em ações), Waste Management, Canadian National Railway Company, Caterpillar e Walmart, de acordo com o Investopedia.com.

- 4. Organização

A fundação possui mais de 1.600 funcionários. Bill e Melinda Gates são codiretores e administradores. Buffett também é gerente e Mark Suzman é o diretor-geral.

Em seu livro "The Moment of Lift" (2019), Melinda relata que em 2012 disputou com seu marido para ver quem escreveria a "carta anual" da fundação, que Bill tinha escrito desde 2007. "Pensei que íamos nos matar", disse.

Desde 2014 eles escrevem em conjunto.

- 5. O futuro -

Melinda Gates já usou seu próprio escritório de investimentos, o Pivotal Ventures, para doar mais de um bilhão de dólares para causas como a promoção da igualdade de gênero.

Seu acordo de divórcio pode superar os 35 bilhões de dólares em ações da Amazon (4%) recebidos por MacKenzie, ex-mulher do CEO da gigante das vendas online, Jeff Bezos, em 2019.

Alguns acreditam que, assim como MacKenzie Scott, a terceira mulher mais rica do mundo que doou cerca de 6 bilhões de dólares em 2020, Melinda Gates se tornará uma grande força filantrópica, observa o Times.

lbc/ll/jc/mvv