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Cinco assuntos quentes para o Brasil na próxima semana

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(Bloomberg) -- Números de inflação como o IGP-10 podem mostrar até que ponto a desaceleração da inflação é suficiente para aliviar o ciclo de alta dos juros. Banco Central deve divulgar dado fiscal, mas greve põe em dúvida IBC-Br, que deve mostrar expansão. No exterior, falas de Jerome Powell, Christine Lagarde e Andrew Bailey podem influenciar os mercados. Dados do varejo e indústria saem nos EUA e na China - onde a previsão de atividade fraca gera expectativa sobre juros do PBoC. Bolsas monitoram Eletrobras no TCU, fim do lock-up do Nubank e dividendos da Petrobras.

Inflação e juro

A FGV divulga o IGP-10 de maio no dia 17 e a estimativa é de desaceleração acentuada, para 0,37%, contra dado anterior de 2,48%. IPCA de abril divulgado esta semana mostrou desaceleração, mas seguiu acima de 1% e não impediu o aumento nas apostas em prolongamento da alta de juros para além de junho. Ainda saem nos próximos dias as parciais do IPC-S - também com estimativa de desaceleração - e IPC-Fipe. Um eventual alívio na inflação pode ser ameaçado pela alta do petróleo, que voltou a se aproximar dos US$ 110 em Nova York, além da desvalorização recente do real.

BCs globais

Após reafirmação de Powell de que a alta do juro não deve acelerar para 0,75 ponto percentual aliviar os mercados nesta sexta-feira, o presidente do BC americano volta a falar em entrevista ao Wall Street Journal no dia 17. Dirigentes do Fed como James Bullard e Charles Evans também farão pronunciamentos numa semana que terá ainda falas dos presidentes do BCE e BoE, que enfrentam processos de alta da inflação. Agenda importante de indicadores começa ainda neste domingo com dados do varejo e indústria na China. Índices similares saem nos EUA dia 17. Zona do euro e Japão divulgarão PIB e CPI na semana.

Juros na China

A China provavelmente divulgará neste fim de semana os indicadores econômicos mensais mais fracos desde o início da pandemia, há dois anos, o que pressionará o Banco Central do país a aumentar o estímulo para apoiar o crescimento. Mas os economistas ainda estão divididos sobre se o Banco Popular da China vai agir já na segunda-feira com corte de juros. O PBoC está tendo que pesar a necessidade da economia de mais estímulos monetários contra a preocupação de que uma flexibilização excessiva em um momento em que o Federal Reserve dos EUA está elevando as taxas alimentará as saídas de capital.

Leia mais: Corte de juros na China entra em foco após impacto de lockdowns

Fiscal, IBC-Br e greve no BC

Mesmo com a greve estendida dos funcionários, o Banco Central divulgará o resultado primário consolidado de março na segunda-feira, com estimativa de déficit de R$ 3,2 bilhões. O IBC-Br deveria ser divulgado na semana que vem, mas ainda não foi confirmado, diante da greve do BC. A estimativa é que fique em +0,7% em março, acima da alta de 0,34% em fevereiro. O número corroboraria dados anteriores do varejo e serviços que superaram as estimativas, em meio à melhora das projeções dos bancos para o PIB deste ano. Outros indicadores do BC, como as projeções da pesquisa Focus e as contas externas também seguem pendentes. O CMN se reunirá na quinta-feira. Na política, mercado monitora as pesquisas eleitorais e terceira via pode lançar candidato único para presidente.

Leia mais: Brasília em Off: A má vontade com Sachsida e Petrobras

Eletrobras, Nubank, Petrobras

Na semana em que está prevista a divulgação dos resultados da Eletrobras no 1º trimestre de 2022, se encerra o prazo de 20 dias pedido pelo ministro do TCU Vital do Rêgo para analisar o processo de privatização da companhia. Outras empresas que divulgam balanços na semana incluem Magazine Luiza, Banco Inter e Vibra. O Nubank também divulga balanço dia 16, um dia antes de terminar o lock-up de suas ações. As ações do banco recuperam terreno desde ontem, mas ainda acumulam queda de mais de 20% em maio. A Petrobras pagará dividendos complementares, em 16 de maio, referentes ao exercício de 2021, com base na posição acionária de 13 de abril de 2022.

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