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Cientistas vigiam nova variante do coronavírus surgida na África do Sul

·1 minuto de leitura
Mulher faz exame PCR para detecção do coronavírus em um hospital de Johannesburgo, África do Sul, 28 de julho de 2021 (AFP/Emmanuel Croset)

Cientistas sul-africanos vigiam uma nova variante do coronavírus que tem uma taxa de mutação pouco habitual e cuja frequência aumentou gradativamente nos últimos meses, informou nesta segunda-feira (30) o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD, na sigla em inglês).

A variante, conhecida como C.1.2, foi apontada na semana passada pela Plataforma de Pesquisa, Inovação e Sequenciamento do Kwazulu Natal (Krisp) em um estudo ainda não publicado.

Enquanto a maioria das infecções por covid-19 na África do Sul sejam provocadas atualmente pela variante delta - identificada pela primeira vez na Índia -, a C.1.2 chamou a atenção dos cientistas, pois muta quase duas vezes mais rápido do que outras variantes já observadas.

Até agora, a C.1.2 foi detectada em todas as províncias sul-africanas, assim como em outras partes do mundo, especialmente na China, nas Ilhas Maurício, na Nova Zelândia e no Reino Unido.

Não é, no entanto, frequente o suficiente para ser qualificada como uma "variante interesse" ou uma "variante preocupante", como é o caso das variantes delta (surgida na Índia) e beta (surgida na África do Sul em 2020), ambas muito contagiosas.

Os cientistas do NICD asseguraram na segunda-feira que a C.1.2 não está "presente senão em níveis baixos" e que é muito cedo para determinar sua evolução.

"Neste nível, não temos dados experimentais para confirmar como reage em termos de sensibilidade aos anticorpos", explicou Penny Moore, pesquisadora do NICD.

A África do Sul é o país mais afetado do continente africano pela covid-19, com 2,7 milhões de casos registrados e 81.830 óbitos até agora.

sch/ayv/eg/mis/mvv

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