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Cientistas tentarão tratar depressão com cogumelos, mas sem efeitos psicodélicos

Um novo estudo canadense do Centre for Addiction and Mental Health (CAMH) busca aproveitar as qualidades antidepressivas da psilocibina, presente em cogumelos alucinógenos (Psilocybe cubensis), mas sem a experiência psicodélica que a substância proporciona. Pesquisas já apontaram seus efeitos positivos em pessoas com depressão que resistem a outros tratamentos — em combinação com psicoterapia intensiva.

O período de testes será de 3 anos, financiado com fundos federais, sendo o primeiro deste tipo já feito. Alguns cientistas suspeitavam que o efeito psicodélico da psilocibina seria necessário para que o benefício terapêutico existisse, mas isso nunca foi testado em laboratório, segundo o líder do projeto, o Dr. Ishrat Husein.

Já sabemos que a psilocibina ajuda a tratar depressão em casos resistentes a outros tratamentos, mas será que ela funciona sem o efeito psicodélico? (Imagem: Simol1407/Envato)
Já sabemos que a psilocibina ajuda a tratar depressão em casos resistentes a outros tratamentos, mas será que ela funciona sem o efeito psicodélico? (Imagem: Simol1407/Envato)

Como será feita a pesquisa

A equipe irá comparar os resultados de 60 adultos com depressão resistente a tratamentos. Um terço deles receberá uma dose completa de psilocibina e um bloqueador de serotonina para inibir o efeito psicodélico; outro grupo irá receber a psilocibina e um placebo; e o restante irá receber um placebo junto a um bloqueador de serotonina. Todos também receberão 12 horas de psicoterapia.

Há algumas contraindicações físicas e psicológicas para medicações psicoativamente potentes: caso se prove que a experiência psicodélica não é necessária para o efeito terapêutico, isso poderá ajudar muitos pacientes que não querem ou não podem ficar chapados para tratar sua depressão e outras condições.

Um exemplo é Carole Dagher, que sofria de depressão e ansiedade resistentes a tratamento — desencadeadas por uma depressão pós-parto e experiências traumáticas na Guerra Civil Libanesa — e só melhorou com uma terapia envolvendo quetamina. O anestésico, no entanto, desencadeia experiências psicodélicas fortes, que quase a fizeram desistir da terapia. A paciente também não sabe até quando a substância funcionará em seu corpo, então espera que o tratamento com psilocibina possa funcionar — sem a "viagem", de preferência.

Cientistas mostram preocupação tanto com pacientes que só poderão ser tratados sem o efeito psicodélico da psilocibina quanto os que só poderão se tratar com eles (Imagem: Adrian Swancar/Unsplash)
Cientistas mostram preocupação tanto com pacientes que só poderão ser tratados sem o efeito psicodélico da psilocibina quanto os que só poderão se tratar com eles (Imagem: Adrian Swancar/Unsplash)

Embora a psilocibina funcione bem em ambientes controlados e com muito apoio ao paciente, os cientistas se preocupam com possíveis efeitos adversos da viagem psicodélica (que chamam de efeitos subjetivos agudos). Outros cientistas ainda lembram que há pacientes que possam desejar ou precisar da experiência alucinógena para o tratamento, no entanto: há teorias afirmando que a psilocibina sem a viagem só gera efeitos positivos de curto prazo, e que a psicodelia pode gerar mudanças complexas e de longo prazo.

Isso, no entanto, só poderá ser confirmado ao completar pesquisas como essa e analisar os dados que elas proporcionam. Saberemos mais dentro de três anos.

Fonte: Canaltech

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