Mercado fechado
  • BOVESPA

    117.669,90
    -643,33 (-0,54%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.627,67
    -560,48 (-1,16%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,34
    -0,26 (-0,44%)
     
  • OURO

    1.744,10
    -14,10 (-0,80%)
     
  • BTC-USD

    59.374,18
    +874,23 (+1,49%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.235,89
    +8,34 (+0,68%)
     
  • S&P500

    4.128,80
    +31,63 (+0,77%)
     
  • DOW JONES

    33.800,60
    +297,03 (+0,89%)
     
  • FTSE

    6.915,75
    -26,47 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    28.698,80
    -309,27 (-1,07%)
     
  • NIKKEI

    29.768,06
    +59,08 (+0,20%)
     
  • NASDAQ

    13.811,00
    +63,25 (+0,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7625
    +0,1276 (+1,92%)
     

Cientistas têm pressa de decodificar variantes do coronavírus

Robert Langreth
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Quando Bette Korber, bióloga do Laboratório Nacional de Los Álamos, identificou a primeira mutação significativa do vírus da Covid-19 no ano passado, alguns cientistas se mostraram céticos. Não acreditavam que isso tornaria o vírus mais contagioso e disseram que o rápido aumento de casos poderia ser apenas uma coincidência.

Agora, 11 meses depois, a mutação D614G que ela ajudou a identificar é onipresente no mundo todo e aparece nos genomas das variantes de rápida propagação do Reino Unido, África do Sul e Brasil. Enquanto isso, novas variantes surgem em padrões cada vez mais complicados, o que leva os principais biólogos a buscarem outras maneiras de rastrear um enorme número de dados genômicos recebidos.

O objetivo: detectar rapidamente as variantes que podem diminuir a eficácia das vacinas para um patógeno que dificilmente será erradicado tão cedo. O vírus SARS-CoV-2 pode ter vindo para ficar e se tornar um mero incômodo como o resfriado comum. Ou, assim como a gripe, pode manter sua capacidade de causar doenças graves em alguns segmentos da população, um cenário que pode exigir doses de reforço regulares.

“Ao observá-lo com atenção, podemos nos adiantar ao vírus e é isso o que todos tentam fazer agora”, disse Korber, que trabalha para criar ferramentas matemáticas para detectar variantes medicamente significativas.

A enxurrada de novos dados do genoma é tão grande que o laboratório de Los Álamos teve que atualizar seus servidores para processar as informações recebidas. Enquanto isso, Korber participa de quatro chamadas semanais por Zoom com especialistas globais para definir critérios e decidir quando as mutações são preocupantes o suficiente para merecer um acompanhamento laboratorial detalhado sobre como podem afetar as vacinas.

Um mistério investigado desde o início pelos cientistas é em que tipo de vírus o coronavírus se transformará. Até agora, ele se parece mais com o vírus da gripe, que muda de forma o tempo todo e requer vacinação anual, do que com o do sarampo, um vírus tão intolerante à mutação que um regime de vacina dura a vida toda.

“Isso significa que precisamos produzir uma nova vacina a cada ano?” disse Paul Duprex, que dirige o Centro de Pesquisa de Vacinas da Universidade de Pittsburgh. “Não sabemos.”

O vírus HIV é conhecido por sua rápida taxa de mutação. Em comparação, o SARS-CoV-2 sofre mutação a uma taxa muito mais lenta, em parte devido a uma enzima que limita as alterações. Mas, com mais de 125 milhões de infecções ao redor do mundo, alguns erros podem escapar.

Ao mesmo tempo, o vírus encontrou formas tortuosas que podem evitar seu mecanismo de leitura, descobriram pesquisadores da Universidade de Pittsburgh. Em vez de fazer alterações em letras individuais de RNA, ele exclui grupos de várias letras de uma vez, aparentemente diminuindo a capacidade dos sistemas naturais de verificação do vírus de ver a alteração.

O que torna o futuro do SARS-CoV-2 tão difícil de prever é que a evolução viral é como um jogo de xadrez tridimensional. Não são apenas as mutações individuais que importam, mas também a ordem e as combinações em que ocorrem. Uma única mutação pode alterar o vírus de maneiras sutis que mudam o impacto de outros no futuro, de acordo com Mark Zeller, cientista do Instituto de Pesquisas Scripps, em San Diego.

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.