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Cientistas sugerem lançar vários foguetes para desviar asteroides da Terra

·2 minuto de leitura

Em uma nova pesquisa, publicada pelo Centro Nacional de Ciência Espacial (NSSC, na sigla em inglês) da China, cientistas sugerem o lançamento de dezenas de foguetes em direção a asteroides que apresentem algum potencial de risco à Terra. No estudo, o alvo principal da missão é o asteroide Bennu, recentemente visitado pela sonda OSIRIS-REx, da NASA, e que, entre os anos de 2175 e 2199, passará a uma distância de 7,5 milhões de quilômetros da órbita terrestre — representando uma chance de colisão calculada de 1 em 2.700.

Através de modelos computacionais, o grupo de cientistas chineses simulou o envio de uma frota de foguetes em direção a Bennu, com cerca de 490 km de diâmetro, para desviá-lo de sua órbita original, diminuindo as chances de uma colisão com a Terra em um futuro distante. Na simulação, o asteroide foi atingido por 23 veículos de lançamento Long March 5, com 900 toneladas cada, desviando Bennu para 9 km além de sua rota. Essa distância equivale a 1,4 vez o raio do nosso planeta e pode ser a diferença entre uma colisão ou não.

Conceito artístico do Assembled Kinetic Impactor (AKI), que seria acoplado ao estágio superior do foguete (Imagem: Reprodução/NSSC)
Conceito artístico do Assembled Kinetic Impactor (AKI), que seria acoplado ao estágio superior do foguete (Imagem: Reprodução/NSSC)

De acordo com o artigo, os impactos de asteroides representam uma grande ameaça para toda a vida na Terra; por isso, o desvio desses grandes objetos é fundamental para mitigar possíveis ameaças. "Um impactador cinético continua sendo o método de deflexão de asteroide mais viável", afirma o grupo. O problema é que uma missão como esta demandaria uma grande quantidade de energia cinética e isso pode dividir um asteroide em vários pedaços menores, que ainda poderiam colidir com nosso planeta.

Apesar disso, os cientistas afirmam que a proposta seria capaz de desviar asteroides de tamanhos semelhantes ao de Bennu ao longo de 10 anos. Só um único foguete Long March 5 seria capaz de alterar a rota de um asteroide, o que, de acordo com o estudo, já representa uma melhoria na confiabilidade e eficiência das missões deste tipo. Mas, para atingir o desvio necessário da rota, é preciso que vários foguetes atinjam a superfície do corpo celeste em questão.

(Imagem: Reprodução/NSSC)
(Imagem: Reprodução/NSSC)

Para isto, a equipe prevê pequenas alterações no foguete Long March 5 para ser aproveitado em missões de desvio de asteroides, com o acréscimo de propulsores de manobra. No momento, não existe nenhuma ameaça de asteroide em rota de colisão com a Terra, mas isso não impede que cientistas trabalhem desde já em projetos como este, que buscam proteger o planeta.

Fonte: Canaltech

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