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Cientistas seguem intrigados quanto à origem das formações do asteroide Vesta

·2 minuto de leitura

Em 2007, a NASA lançou a missão Dawn para estudar grandes objetos do Sistema Solar. A sonda viajou cerca de 2,8 bilhões de quilômetros até o asteroide Vesta, o segundo maior da nossa vizinhança. Ela o alcançou em 2011 e se manteve na órbita do objeto durante quase um ano, mapeando sua superfície em detalhes sem precedentes. Entre as formações estudadas em Vesta, estavam duas grandes depressões cujas origens vêm intrigando cientistas há tempos — agora, um novo estudo mostra que desvendá-las não será uma tarefa fácil.

Vesta, assim como a Terra, tem crosta e manto rochosos, e seu núcleo é formado por ferro. Como suas dimensões são consideradas grandes para um asteroide e existem essas três camadas, Vesta é considerado um planetesimal, ou seja, um bloco de formação de planetas — a Terra, por exemplo, se formou a partir da acreção de planetesimais. Christian Klimczak, co-autor do estudo, explica que o asteroide estava no caminho para se tornar um planeta, mas o processo foi interrompido. “Portanto, estudar Vesta nos ajuda a entender os dias iniciais da nossa vizinhança e como nosso planeta se formou”, explicou.

O asteroide Vesta com indicações de formações em sua estrutura (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
O asteroide Vesta com indicações de formações em sua estrutura (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Enquanto esteve por lá, a sonda estudou inúmeras formações presentes na superfície do asteroide — incluindo Divalia Fossae e Saturnalia Fossae, duas grandes depressões presentes em sua estrutura. Ainda não se sabe exatamente como elas se formaram, mas uma teoria propõe que elas sejam o resultado de um grande impacto. Além disso, desde a descoberta, os cientistas imaginam se as estruturas podem ter relação com Rheasilvia e Veneneia, duas bacias de impacto massivas em Vesta.

Assim, no novo estudo, os pesquisadores tentaram resolver o mistério da origem dessas depressões por meio da contagem de crateras, uma técnica baseada no fato de que, como as crateras de impacto ocorrem aleatoriamente, as superfícies mais antigas seriam atingidas com maior frequência que as mais jovens e, portanto, teriam mais marcas.

Essa técnica pode também ajudar a explicar se um local é mais antigo que outro, mas o problema é que, quando contaram e mapearam as crateras de Vesta, os cientistas descobriram que não havia informações suficientes para estabelecer se havia relação entre as bacias e depressões. Por isso, o estudo não pôde refutar a hipótese de que um impacto seria responsável por Veneneia, Saturnalia, Rheasilvia e Divalia. “Nosso resultado mostra que os vales e bacias têm número semelhante de crateras de vários tamanhos, o que sugere que têm idade semelhante”, disse Jupiter Cheng, co-autora do estudo.

Os autores ressaltam que, no entanto, as incertezas associadas à contagem de crateras permitem que essas depressões tenham se formado bem após os impactos, e Klimczak espera que as novas evidências geológicas possam proporcionar uma teoria nova e mais duradoura sobre as origens das formações observadas em Vesta.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Icarus.

Fonte: Canaltech

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