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Cientistas revivem vírus de 48 mil anos, direto do permafrost da Sibéria

Cientistas descongelaram 7 tipos diferentes de vírus do permafrost da Sibéria, entre eles o mais antigo a sair do gelo até agora: o vírus do grupo a ficar menos tempo preservado tinha 27.000 anos, enquanto o recorde de idade foi batido por um micróbio de 48.500 anos. O grupo recuperou 9 vírus no total, que conseguiram infectar células, o que mostra o perigo dos microorganismos congelados à fauna e flora do mundo.

Não há o que temer em relação aos espécimes do estudo, no entanto: todos eles são vírus gigantes que infectam amebas, organismos unicelulares analisados em microscópio. O exemplar mais velho, por exemplo, é um tipo de pandoravírus. Os cientistas buscaram especificamente esse tipo de patógeno, evitando os potencialmente prejudiciais a nós.

Os vírus gigantes descongelados atacam apenas amebas, organismos unicelulares bem diferentes das nossas células (Imagem: dabarti/Envato Elements)
Os vírus gigantes descongelados atacam apenas amebas, organismos unicelulares bem diferentes das nossas células (Imagem: dabarti/Envato Elements)

Descongelando micróbios

Outros pesquisadores já relataram ter conseguido descongelar organismos mais antigos, especificamente bactérias presas em sedimentos, cristais de sal ou gelo de 250 milhões de anos atrás: são levantadas, no entanto, dúvidas sobre sua real idade, já que podem ser amostras contaminadas por bactérias mais recentes.

Pesando a favor do vírus recordista, há o fato de que todos os 9 espécimes são diferentes de todos os conhecidos pela ciência, então é extremamente improvável que tenham sido contaminados por vírus mais recentes. A equipe, inclusive, descartou muitas outras amostras ressuscitadas por conta de seus genomas, que eram muito similares aos que já conhecemos.

É possível, de acordo com especialistas, que o futuro nos permita reviver vírus muito mais antigos, já que o permafrost mais antigo tem até 1 milhão de anos. Há dificuldades para uma datação mais específica nesse caso, já que o método padrão, com radiocarbono, só permite chegarmos até 50.000 anos atrás com precisão. O vírus de 48.500 anos estava a 16 metros de profundidade em um lago de Yukechi Alas, na província da Iacútia, na Rússia.

O degelo do permafrost libera vírus e bactérias perigosos, e ainda participa do ciclo de aquecimento do planeta (Imagem: FlorenceD-pix/Pixabay)
O degelo do permafrost libera vírus e bactérias perigosos, e ainda participa do ciclo de aquecimento do planeta (Imagem: FlorenceD-pix/Pixabay)

O sucesso do descongelamento, mostrado pela replicação bem-sucedida dos vírus em laboratório, levanta temores de que entidades menores, que conseguiriam infectar mamíferos, eventualmente saiam do gelo involuntariamente. As mudanças climáticas, que vêm derretendo o permafrost das geleiras de todo o mundo, soltam vírus e bactérias novos todos os dias, segundo a ciência.

Há perigo para os humanos?

No Ártico, onde a equipe trabalhou, há poucos humanos, mas cada vez mais trabalhadores vão para a região minerar outro e diamantes. A primeira etapa desse processo é, justamente, quebrar a camada superior do permafrost. O perigo existe, dizem os cientistas, mas não é possível quantificá-lo. O risco de uma pandemia é, ao menos, menor do que o gerado pelos vírus que circulam em animais domesticados e selvagens.

Ainda há perigos possíveis gerados pelos vírus descongelados de propósito: a equipe do estudo atual, publicado no periódico científico bioRxiv em 10 de novembro deste ano, evitou micróbios que podem infectar humanos, mas há outros pesquisadores tentando, por exemplo, ressuscitar vírus que infectavam mamutes, o que é considerado extremamente perigoso.

Fonte: Canaltech

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