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Cientistas revelam diferença surpreendente entre cérebros humanos e neandertais

Cientistas dizem ter encontrado a primeira prova de que éramos mais inteligentes do que nossos primos neandertais. A descoberta veio por meio da análise dos genes cerebrais da espécie extinta de humanos. Inseridos em estruturas cerebrais sintéticas em miniatura (organoides) e em roedores, os genes neandertais levaram a uma criação de neurônios mais lenta do que a nossa.

Uma produção maior de neurônios dá base para funções cognitivas maiores, segundo os pesquisadores. Seria a primeira evidência concreta de que a cognição do Homo sapiens era, de fato, superior do que a do Homo neanderthalensis. Isso ajudaria a explicar por que somos os únicos sobreviventes entre todas as espécies humanas, o que ainda é um mistério para a ciência.

Os neandertais se misturaram conosco durante sua história, mas foram eliminados há 30.000 anos — será que fomos nós? (Imagem: sgrunden/Pixabay)
Os neandertais se misturaram conosco durante sua história, mas foram eliminados há 30.000 anos — será que fomos nós? (Imagem: sgrunden/Pixabay)

Neandertais, genes e história

As linhagens humana e neandertal se ramificaram há cerca de 400 mil anos. Enquanto ficamos na África, os neandertais migraram para a Europa, onde sobreviveram com sucesso até resolvermos ir para o mesmo continente, há cerca de 60 mil anos. Além de acasalarmos com eles, que deixaram os humanos não-africanos com 1 a 4% de seu DNA, provavelmente ajudamos a extingui-los, há 30 mil anos.

Apesar de acreditarmos que esse domínio ocorreu por conta da nossa inteligência — afinal, superamos todas as outras linhagens humanas —, isso é apenas uma hipótese, já que os neandertais ficaram mais tempo do que nós na Europa e eram mais adaptados ao ambiente, o que inclui desde o clima até os patógenos locais. Não há muita explicação acerca da nossa superioridade.

A teoria da inteligência mais avançada não poderia ser provada, afinal, não há um cérebro neandertal largado por aí, esperando ser estudado. Na última década, quando sequenciamos o primeiro DNA neandertal completamente a partir de fragmentos de um dedo do pé conservado em uma caverna siberiana, isso mudou.

O gene estudado foi o TKTL1, envolvido na produção de neurônios, cuja diferença é de uma letra no DNA entre humanos e neandertais. Em camundongos, o gene neandertal levou à produção de menos neurônios, especialmente no lobo frontal, onde a maioria das funções cognitivas fica. Furões e organoides também apresentaram esse comportamento.

Sequenciar o DNA neandertal nos permite estudar a genética dos antigos humanos mais a fundo (Imagem: Warren Umoh/Unsplash)
Sequenciar o DNA neandertal nos permite estudar a genética dos antigos humanos mais a fundo (Imagem: Warren Umoh/Unsplash)

Somos mesmo mais inteligentes que os neandertais?

Não sabemos exatamente quantos neurônios tinham os neandertais, mas já descobrimos que nosso lobo frontal tem mais deles do que os extintos primos humanos. Isso pode ter possibilitado nossa invenção de ferramentas e armas melhores, linguagem efetiva, arte e simbolismo, coisas que podem ter nos ajudado a superar os neandertais.

Mais neurônios não significa que éramos, necessariamente, mais inteligentes, mas dita uma capacidade computacional cerebral maior — temos, por exemplo, o dobro de neurônios do que o cérebro de chimpanzés e bonobos. A descoberta de que o cérebro de outra espécie humana se desenvolvia de forma diferente já é muito importante para ciência por si só, e possibilitará muito mais achados no futuro.

Fonte: Canaltech

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