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Cientistas revelam como podemos rejuvenescer sistemas imunológicos idosos

·3 min de leitura

Em uma pesquisa de março deste ano, cientistas acreditam ter encontrado os motivos do enfraquecimento do sistema imune conforme envelhecemos — e que acaba nos deixando mais suscetíveis a patógenos oportunistas. Com a descoberta, há a possibilidade de rejuvenescer o sistema imunológico de pacientes, especialmente frente a problemas como a covid-19 e a gripe comum.

O estudo, que lida principalmente com as células T do sistema imunológico foi publicado no periódico científico Nature Aging, e seu autor principal foi Michael Demetriou, professor de neurologia da University of California (UCI) School of Medicine.

Da esquerda para a direita: eritrócito, plaqueta e linfócito T (ou célula T, estudada pelos cientistas). (Imagem: NCI-Frederick/Domínio Público)
Da esquerda para a direita: eritrócito, plaqueta e linfócito T, ou célula T, estudada pelos cientistas (Imagem: NCI-Frederick/Domínio Público)

Detalhes do estudo

As células T estão entre as mais importantes do nosso corpo, que coordenam a resposta imune destruindo patógenos invasores ou sinalizando a outros organismos celulares do sistema imune para que façam esse trabalho. Bem, à medida que envelhecemos, as células T vão ficando mais fracas, deixando toda a função imunológica do corpo enfraquecida, nos deixando vulneráveis a doenças que antes teriam efeitos moderados.

É por isso que a covid e a gripe afetam as populações com mais de 65 anos com mais severidade, por exemplo. Uma das causas do enfraquecimento das células T é a ramificação da glicolisação tipo N (ou dos N-glicanos). Nesse processo, os carboidratos complexos, chamados glicanos — e que são ligados a proteínas — têm um papel importante, e quando eles são remodelados, os resultados são dramáticos.

Os cientistas, então, analisaram ratos de laboratório e células T humanas enquanto envelheciam, descobrindo que glicanos remodelados aumentavam em número nas células imunes críticas ao funcionamento do sistema imunológico e o enfraqueciam. Aparentemente, isso ocorre devido a um aumento no metabólito N-acetilglucosamina e a atividade de uma citocina chamada interleucina 7 — com um efeito mais pronunciado em fêmeas do que em machos.

Em testes com ratos, a redução da ramificação de glicanos rejuvenesceu as funções das células T nas fêmeas idosas, reduzindo a severidade da infecção por salmonela (Imagem: Ranjith Jaya/Unsplash)
Em testes com ratos, a redução da ramificação de glicanos rejuvenesceu as funções das células T nas fêmeas idosas, reduzindo a severidade da infecção por salmonela (Imagem: Ranjith Jaya/Unsplash)

Quando as células humanas foram tratadas com proteínas que inibiam as ramificações, houve uma melhorra na ativação e proliferação das células T, sugerindo que a ramificação dos N-glicanos é deficiente na inibição desse tipo de célula — e que o processo pode ser revertido. Demetriou afirma que a reversão da elevação na ramificação de glicanos rejuvenesceu as funções das células T em ratinhos e em células humanas, reduzindo a severidade da infecção pela bactéria salmonela em ratas idosas.

Isso sugere um potencial para novos tratamentos terapêuticos de revitalização de células T idosas, como a alteração de glicanos ramificados ou da elevação no soro de N-acetilglucosamina e sinalização de interleucina 7 causados pela idade, segundo os cientistas.

Parece complicado, não é? Mas, de forma resumida, isso quer dizer que terapias para melhorar o sistema imune de idosos frente a patógenos podem ser desenvolvidas — direcionadas a recortes de sexo, especialmente para as mulheres —, mas os pesquisadores ainda precisam identificar se tratamentos envolvendo células T podem ser viáveis em um ambiente que não seja laboratorial, como em hospitais ou em contextos domésticos.

Fonte: Canaltech

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