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Cientistas registram o “dia mais curto” na história conhecida

Se você teve a impressão que a última sexta-feira (29) “passou voando”, talvez tenha razão. Segundo cientistas, ela durou 1,59 milissegundos e menos do que o esperado, o que a torna o dia mais curto já registrado desde que começamos a medir a rotação de nosso planeta.

Por convenção dizemos que um dia dura 24 horas, mas na verdade o tempo que nosso planeta leva para completar uma rotação sobre seu próprio eixo varia em algumas frações de milissegundo, para mais ou para menos, a cada dia.

Há vários motivos para essa variação, da complicada dança gravitacional entre nosso planeta, a Lua e o Sol a variações na movimentação de camadas internas do nosso planeta ou até mesmo atividade humana. Ou seja, não há nada “errado” com a Terra.

Relógios atômicos são usados para acompanhar a passagem do tempo de forma precisa. (Imagem: Daniel Varela/USP São Carlos)
Relógios atômicos são usados para acompanhar a passagem do tempo de forma precisa. (Imagem: Daniel Varela/USP São Carlos)

Essas variações são acumuladas em “segundos extras” ou “segundos bissextos” que são periodicamente adicionados aos anos para manter o tempo civil em sincronia com o tempo solar. A última vez que adicionamos um segundo extra ao calendário foi em 31 de dezembro de 2016, quando após as 23:59:59 os relógios atômicos marcaram 23:59:60. Da mesma forma, às vezes um segundo pode ser removido.

O recorde anterior de dia mais curto pertencia a 19 de julho de 2020, quando a Terra completou uma rotação 1,47 milissegundos antes do esperado. De qualquer forma, são mudanças pequenas demais para serem percebidas no contexto do dia-a-dia de um ser humano.

Fonte: Canaltech

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