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Cientistas recriam som de inseto perdido há 150 anos para tentar reencontrá-lo

Cientistas recriaram digitalmente os sons de um inseto provavelmente extinto após 150 de estadia no Museu de História Natural de Londres. O feito é parte de um esforço para procurar quaisquer espécimes que ainda possam existir na natureza: o tetigoniídeo em questão não é visto desde 1869. Um paper sobre o feito foi publicado na revista científica PLOS One.

A espécie leva o nome científico de Prophalongopsis obscura e faz parte da família Tettigoniidae, sendo um tetigoniídeo. No Brasil, é mais conhecida pelo nome de Esperança, já que é popularmente vista como símbolo de sorte. No museu britânico, temos um macho de 10 cm de comprimento, encontrado na Índia em meados do século XIX e doado para a instituição, que o descreveu cientificamente em 1869.

O P. obscura do Museu de História Natural de Londres, em exibição (Imagem: Woodrow et al./PLOS One)
O P. obscura do Museu de História Natural de Londres, em exibição (Imagem: Woodrow et al./PLOS One)

Desde então, não houve mais notícias do animal, embora um paper de 2009 tenha descrito dois tetigoniídeos fêmeas encontrados no Tibete com características muito similares às do P. obscura. O problema é que as diferenças entre os sexos não permitem saber se os insetos são da mesma espécie ou parentes muito próximos.

Que som é esse?

Os animais, assim como os grilos, esfregam as asas ou patas para fazer sons que atraiam parceiros. Os cientistas, então, resolveram escanear as asas do animal e fazer modelos 3D de sua superfície, calculando como a estrutura funciona e descobrindo a frequência em que ressoam. Assim, foi possível determinar o tom da música do tetigoniídeo, que é puro e tem uma frequência de 4,7 kHz. Ouça:

E embora pareça o som de um grilo comum, pode apostar que há muito mais a ser inferido pela simples reprodução desse som. Para começar, ele tem uma frequência baixa, o que significa que viaja por longas distâncias. Embora isso seja bom para atrair parceiros, também atrai predadores, como morcegos.

Como a espécie é uma das poucas que sobreviveu desde o período Jurássico, isso indica que não criaram defesas contra morcegos — então, não vivam em locais com a presença do animal, ou teriam sido extintos por ele há muito tempo. Em comparação com parentes atuais, o tetigoniídeo misterioso tem asas grandes, então provavelmente consegue fazer viagens longas.

Reconstrução das asas do P. obscura em 3D (Imagem: Woodrow et al./PLOS One)
Reconstrução das asas do P. obscura em 3D (Imagem: Woodrow et al./PLOS One)

Com esses dados em mãos, os cientistas planejam focar buscas futuras pelo animal em regiões do norte da Índia e do Tibete, onde é frio demais para a sobrevivência de morcegos. Além disso, com o som do bicho em mãos, será possível montar equipamentos preparados para ouvir sons parecidos, não apenas reproduzi-los para atrair possíveis P. obscura por aí. Será que a espécie será redescoberta?

Fonte: Canaltech

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