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Cientistas reconstroem genoma de bactéria encontrada em múmia de 400 anos

Para estudar a história das bactérias, uma equipe internacional de cientistas reconstruiu o genoma de um patógeno identificado em uma múmia italiana com mais de 400 anos. O agente infeccioso em questão é a bactéria Escherichia coli (E. coli), encontrada em uma pedra na vesícula do século XVI.

Publicado na revista científica Communications Biology, o estudo que permitiu a reconstrução da bactéria centenária foi liderado por pesquisadores da Universidade McMaster, no Canadá, e da Universidade de Paris, na França.

Cientistas reconstroem genoma de bactéria encontrada em múmia centenária (Imagem: Janice Haney Carr/CDC)
Cientistas reconstroem genoma de bactéria encontrada em múmia centenária (Imagem: Janice Haney Carr/CDC)

“Conseguimos identificar que [a bactéria] era um patógeno oportunista, investigar as funções do genoma e fornecer diretrizes para ajudar os pesquisadores que podem explorar outros patógenos ocultos”, afirma George Long, o principal autor do estudo e pesquisador da Universidade McMaster, em comunicado.

Aqui, é importante destacar que o resultado da pesquisa não "ressuscitou" um agente infeccioso altamente perigoso e mortal para a sociedade humana e nem que será disseminado. O que aconteceu foi apenas a reconstrução do genoma da bactéria E. coli, que vive em nossos intestinos e de outros animais saudáveis. Alguns casos cepas podem provocar complicações, como intoxicação alimentar e infecções urinárias.

A história da múmia infectada pela bactéria

No processo de reconstrução do genoma da bactéria, os cientistas usaram os restos mortais mumificados de um nobre italiano, cujo corpo estava bem preservado e foi recuperado na Abadia de São Domingos Maggiore, em Nápoles (Itália), em 1983.

Para ser mais específico, o indivíduo era conhecido pelo nome de Giovani d'Avalos e tinha 48 anos, quando morreu em 1586. Após análises, a equipe de pesquisadores acredita que o homem sofria de inflamação crônica da vesícula biliar devido a cálculos biliares. Por isso, foi possível reconstruir o genoma da bactéria.

“Quando estávamos examinando esses restos, não havia evidências para dizer que esse homem tinha E. coli. Ao contrário de uma infecção como a varíola, não há indicadores fisiológicos. Ninguém sabia o que era”, explica o pesquisador Long.

Durante o processo de reconstrução, a equipe precisou isolar fragmentos da bactéria alvo, que havia sido degradada pela contaminação ambiental de diferentes fontes. Mesmo com as amostras limitadas, foi possível completar o genoma, segundo os autores. "Nós isolamos DNA antigo e reconstruímos o genoma antigo de E. coli", pontuam os autores.

Por que estudar a bactéria E. coli?

Estudar a bactéria <em>E. Coli</em> ajuda a entender as origens da resistência aos antibióticos (Imagem: Mstandret/Envato Elements)
Estudar a bactéria E. Coli ajuda a entender as origens da resistência aos antibióticos (Imagem: Mstandret/Envato Elements)

Apesar da maioria das cepas da E. coli serem inofensivas, esta bactéria é considerada um problema de saúde pública silencioso. Isso porque é também responsável por mortes, especialmente pela capacidade de resistência aos antibióticos — um tipo de medicamento que não existia há 400 anos.

Então, a descoberta pode ajudar a ciência a entender quais mutações a ajudaram a escapar dessa arma poderosa e muito usada pela medicina. Além disso, na maior parte das vezes, esta bactéria age de forma oportunista, ou seja, colonizam os seus hospedeiros de forma assintomática e, quando têm uma oportunidade, podem gerar complicações.

Embora não chame tanta atenção, os pesquisadores explicam que "grande parte da morbidade e mortalidade humana é resultado de infecções oportunistas, que muitas vezes permanecem invisíveis no passado. Patógenos oportunistas, aqueles sem registros históricos — como E. coli, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus — têm sido pouco estudados em relação aos seus encargos contemporâneos sobre as pessoas hoje. Agora, este pode ser um novo para a pesquisa na evolução das bactérias.

Fonte: Canaltech

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