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Cientistas reconstroem genoma de bactéria achada em múmia italiana do século 16

Cientistas da Universidade de McMaster, no Canadá, com auxílio de outros pesquisadores, conseguiram identificar e reconstruir o genoma de uma bactéria Escherichia coli do século XVI, que teve seus fragmentos retirados de uma múmia italiana da época. O microorganismo, atualmente, vive na microbiota intestinal de humanos e animais, atacando o hospedeiro quando seu organismo está fraco.

A múmia em questão é de Giovani d'Avalos, um nobre napolitano da era renascentista que morreu aos 48 anos, em 1586, em decorrência de uma inflamação crônica causada por cálculos em sua vesícula biliar. Amostras de E. coli foram encontradas no cálculo em questão, e embora incompletas, puderam ser analisadas pelos cientistas.

Bactéria, história e saúde pública

Múmia de Giovani d'Avalos, nobre napolitano cuja inflamação na vesícula biliar foi resultado de uma infecção por E. coli (Imagem: Universidade de Pisa/Divulgação)
Múmia de Giovani d'Avalos, nobre napolitano cuja inflamação na vesícula biliar foi resultado de uma infecção por E. coli (Imagem: Universidade de Pisa/Divulgação)

A história evolutiva da bactéria estudada foi uma das descobertas que o estudo proporcionou: normalmente inofensiva, a E. coli ataca humanos e animais quanto estes estão com estresse alto, enfermos ou imunodeficientes. Ela pode causar infecções alimentares graves, com taxa de mortalidade e morbidade altas, sendo um problema de saúde pública.

E apesar de ser comum, o microorganismo nunca causou uma pandemia, sendo menos estudada por conta disso, segundo os pesquisadores. A E. coli, então, é uma oportunista que surge quando nosso organismo está mais despreparado. Comparar a cepa de 400 anos com espécimes modernos da bactéria permite que a ciência entenda sua adaptação e evolução até o tempo presente.

Quando a múmia de Giovani estava sendo analisada, não havia evidências para dizer que ele sofreu efeitos da E. coli, que não deixa marcas, como outras infecções. Isolando os fragmentos dos achados na vesícula do falecido, no entanto, os cientistas reconstruíram o genoma do que estava em seu organismo, descobrindo a bactéria.

Segundo os pesquisadores, a linhagem filogenética da E. coli em questão é única, mas se encaixa nos microorganismos de hoje, que ainda causam cálculos biliares, como na vítima renascentista. Eles dizem ter fornecido, com a pesquisa, algumas diretrizes para ajudar os pesquisadores que possam estar explorando outros patógenos ocultos, como esse.

O estudo detalhando o caso foi publicado na revista científica Nature Communications Biology na última quinta-feira (16).

Fonte: Canaltech

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