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Cientistas identificam um pterossauro, dragão voador pré-histórico, no Chile

·2 minuto de leitura
Grupo de cientistas trabalha na descoberta e identificação de fósseis de um pterossauro no deserto do Atacama, no norte do Chile, em 11 de agosto de 2013 (AFP/-)

Uma equipe de cientistas chilenos identificou pela primeira vez restos fósseis de um pterossauro no deserto do Atacama, um dragão voador que habitou esta região do norte do país durante o período Jurássico, há cerca de 160 milhões de anos, informou nesta sexta-feira (10) a Universidade do Chile.

Durante uma expedição realizada em 2009 na localidade de Cerritos Bayos, a 30 km da cidade de Calama, em pleno deserto do Atacama, o grupo de pesquisadores da Universidade do Chile descobriu alguns restos fósseis muito bem preservados de uma espécie desconhecida, que podia ser um animal pré-histórico marinho do período Jurássico, informou a Universidade do Chile em um comunicado.

Mas análises posteriores determinaram que se tratava de um pterossauro perto da idade adulta, pertencente à subfamília Ramphorhynchinae, do qual foi encontrado o úmero esquerdo, uma possível vértebra dorsal e dois fragmentos de uma falange de asa, todos preservados em três dimensões.

A descoberta dos fósseis foi publicada esta semana na revista científica trimestral Acta Paleontológica Polonica, editada pelo Instituto de Paleobiologia da Academia Polonesa de Ciências.

Estes "enigmáticos dragões alados" se caracterizam por ter envergadura de até dois metros de asas, explicou Jhonatan Alarcon, cientista da Rede Paleontológica desta universidade, que chefiou os estudos dos fósseis de pterossauro.

Ainda "se caracterizavam por ter uma única cauda muito alongada, com uma terminação peculiar em forma de losango. Tinham, ainda, cabeças baixas, focinhos longos e pontiagudos voltados para a frente", acrescentou.

Estes restos são os primeiros do tipo encontrados no hemisfério sul, particularmente em territórios do antigo mega continente Gondwana que existiu há cerca de 550 milhões de anos e que era formado por territórios como América do Sul, Antártica, África, Madagascar, Índia e Austrália e Laurásia, integrada principalmente por América do Norte, Ásia e Europa.

"Todas as descobertas da subfamília Rhamphorhynchinae provêm essencialmente do hemisfério norte, principalmente da Europa. Com isso, demonstramos que a distribuição dos animais deste grupo era mais ampla do que se sabia até o momento", explicou Alarcón.

Cerritos Bayos tem sido uma região de importantes descobertas paleontológicas. A mesma equipe descobriu em 2020 plesiossauros dos gêneros Muraenosaurus e Vinialesaurus, e também os primeiros restos de pliossauros (parentes dos plesiossauros, mas com crânios grandes e pescoço curto), lembrou a Universidade do Chile.

msa/pb/yow/mvv

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