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Cientistas identificam extinção em massa que deu origem aos dinossauros

Natalie Rosa
·2 minutos de leitura

Há 66 milhões de anos, o impacto da queda de um asteroide no planeta resultou na extinção dos dinossauros e outros animais pré-históricos. Agora, uma nova descoberta mostra que esta não foi a primeira vez em que um desastre desse porte acontece na Terra, e que esse acontecimento colaborou para com o aparecimento dos dinossauros.

Já se sabia que, durante o período chamado Episódio Pluvial Carniano, cerca de 233 milhões de anos atrás, a mudança abrupta do clima provocou uma grande atividade vulcânica na Província de Wrangellia, na costa oeste do Canadá, responsável por criar a Grande Província Ígnea. Mas o estudo recente mostrou que as consequências foram ainda mais severas.

Segundo pesquisadores da Universidade Chinesa de Geociências, em Wuhan, e da Universidade de Bristol, na Inglaterra, as erupções foram tão grandes que altas quantidades de gases de efeito estufa foram emitidas na atmosfera, como o dióxido de carbono. "Foram picos de aquecimento global", aponta Jacopo Dal Corso, co-autor do estudo.

<em>Resumo dos maiores episódios de extinção (Imagem: Reprodução/D. Bonadonna/MUSE, Trento)</em>
Resumo dos maiores episódios de extinção (Imagem: Reprodução/D. Bonadonna/MUSE, Trento)

As mudanças no clima, então, fizeram com que grande parte da biodiversidade do planeta fosse perdida, dando espaço a novos grupos que formaram ecossistemas mais modernos e estimularam o crescimento da vida vegetal e a expansão das florestas modernas coníferas, fornecendo alimentos aos herbívoros.

O Episódio Pluvial Carniano também impactou na vida do oceano, trazendo o início de recifes de corais mais modernos, assim como de grupos de plâncton, o que significa que houve mudanças profundas na química do oceano e no ciclo sedimentar.

"Agora sabemos que os dinossauros se originaram cerca de 20 milhões de anos antes desse evento, mas eles permaneceram raros e sem importância até o Episódio Pluvial Carniano", diz o professor Mike Benton, um dos autores da pesquisa. A descoberta recente se une a quatro outras identificadas nos últimos 500 milhões de anos de vida na Terra, cada um com um efeito considerável na evolução do planeta.

Fonte: Canaltech

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