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Cientistas flagram coronavírus destruindo células cerebrais de morcego; assista!

·3 minuto de leitura

Aprender como os vírus se comportam pode ser a chave para a descoberta de novos remédios e tratamentos contra uma doença, como a COVID-19. Para entender o comportamento do coronavírus SARS-CoV-2, uma dupla de cientistas francesas registrou esse agente infeccioso invadindo as células cerebrais de um morcego.

No vídeo com imagens microscópicas, é possível observar o SARS-CoV-2 infectando células cerebrais de morcegos, dentro de um ambiente controlado em laboratório. Em um primeiro momento, o agente infeccioso transforma as células do morcego (Myotis myotis) em "fábricas" de novos vírus e as funde. Em seguida, ele causa a morte das células hospedeiras. Tudo ocorre em aproximadamente 2 dias.

Cientistas franceses filmam o vírus da COVID-19 invadindo células saudáveis de um morcego (Imagem: Reprodução/Fusion Medical Animation/Unsplash)
Cientistas franceses filmam o vírus da COVID-19 invadindo células saudáveis de um morcego (Imagem: Reprodução/Fusion Medical Animation/Unsplash)

O vídeo da invasão de células saudáveis pelo coronavírus SARS-CoV-2 foi produzido por virologistas do Instituto Pasteur de Paris, Sophie Marie Aicher e Delphine Planas. Com o registro inédito, as pesquisadoras receberam menção honrosa em um concurso de vídeos microscópicos patrocinado pela Nikon, o Nikon's Small World 2021.

Invasão do coronavírus em células cerebrais de um morcego

O vídeo acompanha as primeiras 48h da invasão de células do sistema nervoso de um morcego pelo coronavírus. No final desse período, sobrevive apenas o agente infeccioso. Para registrar todas as etapas da infecção, as cientistas fizeram uma fotografia a cada 10 minutos do que acontecia no experimento. A seguir, confira o vídeo completo:

No vídeo, o coronavírus é destacado como as manchas vermelhas. Este vírus circula entre uma massa de bolhas cinzentas, ou seja, as células cerebrais do morcego, inicialmente saudáveis. Através das imagens, é possível observar que, depois de infectadas, as células do morcego começam a se fundir com as células vizinhas.

Em algum ponto, toda a massa explode, o que resulta na morte das células do animal. Só que essa explosão também libera centenas de novos invasores que podem continuar, em uma escala mais ampla, a infecção viral pelo organismo.

O processo de infecção é o mesmo para os humanos?

Especialista em doenças zoonóticas, Aicher explica que esse comportamento do coronavírus é o mesmo em morcegos e em humanos, mas há uma distinção importante: até onde se sabe, os morcegos não adoecem com a COVID-19. Isso acontece em decorrência do sistema imunológico de cada espécie, o que não pode ser demonstrado no experimento em laboratório.

No organismo humano, o coronavírus é capaz de escapar da detecção e, dessa forma, consegue se proliferar mais e causar mais danos. Em outras palavras, ele impede que as células infectadas alertem o sistema imunológico sobre a presença dos invasores.

Nesse processo, o principal "poder" do SARS-CoV-2 é forçar as células hospedeiras a se fundirem com as vizinhas, o que permite que o coronavírus permaneça sem ser detectado enquanto se replica. “Cada vez que o vírus precisa sair da célula, corre o risco de ser detectado, então, se puder ir direto de uma célula para outra, pode funcionar muito mais rápido”, detalha Aicher.

Fonte: Canaltech

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