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Cientistas estudam plutônio interestelar encontrado no fundo do Oceano Pacífico

·2 minuto de leitura
Cientistas estudam plutônio interestelar encontrado no fundo do Oceano Pacífico
Cientistas estudam plutônio interestelar encontrado no fundo do Oceano Pacífico

Pesquisadores do Departamento de Física da Universidade Nacional Australiana encontraram traços de plutônio interestelar no fundo do Oceano Pacífico. Segundo os cientistas, o material veio parar na Terra por conta de uma supernova ocorrida bem distante daqui.

O plutônio foi encontrado por uma petroleira japonesa e doado a cientistas para ser estudado. O resultado da pesquisa foi publicado na última quinta-feira (13) na revista científica Science. Os estudiosos concluíram que o material é comparativamente jovem em relação à idade do restante do cosmos.

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Por ser tão recente, estudá-lo pode ajudar a desvendar um enigma que intriga e muito os cientistas, que é saber como o plutônio e outros metais pesados se formaram no interior de estrelas. “Saber se há plutônio lá é incrível”, disse o astrônomo da Universidade de Illinois, Brian Fields, que não participou do estudo à Rádio Pública Nacional dos Estados Unidos (NPR).

“Agora temos apenas pequenas quantidades de material. Mas devemos ser gratos por isso, porque eles são recém-feitos de estrelas explodindo”, completou o especialista.

Jovem, mas nem tanto

Mas apesar de ser descrito como “jovem”, esse plutônio está na Terra há muito mais tempo do que nós. Segundo os pesquisadores, o material tem em torno de 10 milhões de anos e chegou aqui no nosso planeta há um pouco menos de tempo, que, apesar de ainda não ter sido calculado, está na casa dos milhões de anos.

Pesquisadores encontram resquícios de supernova que ocorreu há 1.700 anos
Pesquisadores divergem sobre como a supernova que gerou metas pesados presentes na Terra teria acontecido. Foto: Zakharchuk/Shutterstock

Agora, após uma longa viagem e um sono de alguns milhões de anos no fundo do maior oceano do planeta, os cientistas finalmente vão conseguir ao menos tentar descobrir de onde ele veio. Isso pode abrir caminho para descobrirmos a origem cósmica de alguns outros materiais, como o ouro e a platina.

Diferentes cientistas não envolvidos no estudo foram ouvidos pela NPR e declararam acreditar que uma supernova regular antiga não teria potência suficiente para a criação de materiais tão complexos. Outros especialistas acreditam que estrelas agonizantes explosivas, fusões de estrelas de nêutrons ou algum outro evento cósmico poderoso foi responsável pela formação do plutônio.

“Não sabemos exatamente onde eles são produzidos e quanto é produzido em diferentes locais”, disse o líder do estudo, Anton Wallner, à NPR.

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