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Cientistas estão mais perto de explicar o mistério do metano em Marte

·5 minuto de leitura
Cientistas estão mais perto de explicar o mistério do metano em Marte
Cientistas estão mais perto de explicar o mistério do metano em Marte

Por que alguns instrumentos detectam metano em Marte e outros não? O rover Curiosity, da Nasa, por exemplo, encontrou repetidamente o gás logo acima da superfície da cratera Gale. Já o ExoMars Trace Gas Orbiter, da Agência Espacial Européia (ESA), não identificou nada de metano na atmosfera do Planeta Vermelho.

Cratera Gale em Marte
O rover Curiosity, da Nasa, encontrou metano em Marte, logo acima da superfície da cratera Gale.Imagem: Divulgação/Nasa/JPL

Cientistas podem estar mais próximos de desvendar esse mistério, segundo o site Phys.org. Os resultados de uma pesquisa sobre o assunto foram publicados nesta quarta-feira (30), na revista Astronomy & Astrophysics.

De acordo com os pesquisadores, o problema pode estar relacionado aos horários das medições, pois, segundo o estudo, as concentrações de metano aumentam e diminuem ao longo do dia na superfície da cratera Gale.

Por que é importante identificar metano em Marte?

Encontrar metano em Marte pode significar que micróbios habitam (ou em algum momento habitaram) o Planeta Vermelho. Trata-se apenas de uma hipótese, pois o gás também pode não ter nada a ver com micróbios ou qualquer outra biologia: processos geológicos que envolvem a interação de rochas, água e calor também podem produzi-lo.

De acordo com o pesquisador sênior do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, Chris Webster, “quando o ExoMars Trace Gas Orbiter entrou a bordo em 2016, esperava-se que a equipe orbital relatasse uma pequena quantidade de metano em todos os lugares de Marte”.

TGO ESA
ExoMars Trace Gas Orbiter, módulo de investigação da Agência Espacial Européia (ESA), não identificou nada de metano na atmosfera do Planeta Vermelho. Imagem: Divulgação/ESA

Webster, que é líder do Tunable Laser Spectrometer (TLS), instrumento do Laboratório de Ciências de Análise de Amostras de Marte (SAM), relata que a ferramenta da Nasa, que embarcou a bordo do rover Curiosity, identificou metano na cratera Gale, embora em volume equivalente a cerca de uma pitada de sal diluído em uma piscina olímpica. “Mas quando a equipe europeia anunciou que não viu nem sinal de metano, fiquei definitivamente chocado”, disse o cientista.

O orbitador europeu foi projetado para ser o padrão ouro para medir metano e outros gases em todo o planeta. Ao mesmo tempo, o TLS do Curiosity é tão preciso que será usado para detecção antecipada de incêndio na Estação Espacial Internacional (ISS) e para rastrear os níveis de oxigênio em trajes de astronautas.

Diante dos relatos europeus, Webster e sua equipe imediatamente começaram a examinar as medições do TLS em Marte.

Alguns especialistas sugeriram que o próprio veículo espacial estava liberando o gás. “Então, examinamos as correlações com a direção do veículo espacial, o solo, o esmagamento de pedras e a degradação da roda”, disse Webster. “Eu não posso exagerar o esforço que a equipe colocou em olhar cada pequeno detalhe para ter certeza de que as medições estariam corretas, e, de fato, estão.”

Enquanto a equipe do SAM trabalhava para confirmar suas detecções de metano, outro membro da equipe do Curiosity, o cientista planetário John E. Moores, da Universidade York, em Toronto, também se dedicava a descobrir se o Curiosity e o Trace Gas Orbiter estavam certos.

Moores, assim como outros cientistas do Curiosity que estudam os padrões do vento na cratera Gale, levantaram a hipótese de que a discrepância entre as medições de metano se relaciona à hora do dia em que são feitas.

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Por precisar de muita energia, o TLS opera principalmente à noite, quando nenhum outro instrumento Curiosity está funcionando. A atmosfera marciana é calma à noite, segundo Moores observou, então o metano que vaza do solo se acumula próximo à superfície, onde o TLS conseguiu detectá-lo.

Já o Trace Gas Orbiter, por outro lado, requer luz solar para localizar o metano a cerca de 5 km acima da superfície. “Qualquer atmosfera próxima à superfície de um planeta passa por um ciclo durante o dia”, disse Moores.

O calor do Sol agita a atmosfera à medida que o ar quente sobe e o ar frio desce. Assim, o metano que fica confinado perto da superfície à noite é misturado à atmosfera mais ampla durante o dia, o que o dilui a níveis indetectáveis. “Portanto, percebi que nenhum instrumento, especialmente um em órbita, veria mesmo nada”, disse Moores.

Com isso, o instrumento americano fez o teste e comprovou que a teoria estava correta. “Então, essa é uma maneira de acabar com essa grande discrepância”, disse Paul Mahaffy, o principal investigador do SAM, que trabalha no Centro de Voos Espaciais Goddard, da Nasa, em Greenbelt, Maryland.

Mas, nessa é apenas uma parte do enigma. Os cientistas ainda precisam resolver o quebra-cabeça global do metano em Marte.

Algo pode estar destruindo o gás metano em Marte

O metano é uma molécula estável, que deveria durar cerca de 300 anos em Marte, antes de ser dilacerada pela radiação solar.

Se o gás está constantemente vazando de todas as crateras semelhantes a Gale (os cientistas suspeitam que não é uma característica única dessa cratera), uma quantidade suficiente dele deveria ter se acumulado na atmosfera do planeta.

Sendo assim, suspeita-se que algo está destruindo o metano em menos de 300 anos.

Experimentos estão em andamento para testar se descargas elétricas de nível muito baixo induzidas por poeira na atmosfera marciana poderiam destruir o metano, ou se o oxigênio abundante na superfície marciana elimina rapidamente o gás antes que ele alcance a alta atmosfera.

“Precisamos determinar se existe um mecanismo de destruição mais rápido do que o normal para reconciliar totalmente os conjuntos de dados do rover e do orbitador”, disse Webster.

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