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Cientistas encontram pela 1ª vez vírus da zika em morcegos livres na África

·2 minuto de leitura

Cientistas da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos, detectaram o RNA do vírus da Zika em morcegos que vivem livres na África. Essa é a primeira vez em que um estudo do tipo é feito com um morcego em liberdade, e a descoberta pode trazer informações importantes em como essas criaturas são expostas ao vírus na natureza.

Anna Fagre, veterinária, pós-doutoranda e líder do estudo, explica que o RNA é uma molécula que desempenha o papel principal na função dos genes. A pesquisadora revela que outros estudos já haviam comprovado a suscetibilidade dos morcegos ao vírus zika, mas em ambientes experimentais e controlados, contando que a detecção de RNA em morcegos da natureza mostra que eles estão infectados de forma natural ou que foram expostos ao vírus por picadas de mosquitos infectados.

Os cientistas analisaram 198 amostras de morcegos coletadas na Floresta de Zika, em Uganda, confirmando a presença do vírus zika em quatro destes animais, sendo eles de três espécies. A coleta do material foi feita ainda em 2009, anos antes do surto da doença que aconteceu de 2015 a 2017 na América do Norte e Sul.

<em>Imagem: Reprodução/Simon Berstecher/ Pixabay</em>
Imagem: Reprodução/Simon Berstecher/ Pixabay

Segundo os pesquisadores, o vírus da zika encontrado nos morcegos livres está mais relacionado à linhagem asiática, mostrando que esta cepa do vírus pode estar presente no continente africano há mais tempo do que se imaginava. Além disso, evoluções genômicas e virais podem ter acontecido na linhagem africana, algo que não chegou ao conhecimento dos cientistas. Fagre conta que a baixa prevalência do vírus zika nas amostras de morcego analisadas indica que eles podem ter sido hospedeiros incidentais de infecção em vez de amplificadores ou reservatórios.

Os cientistas continuarão com a pesquisa para tentar descobrir quando, aproximadamente, os morcegos foram infectados com o vírus da zika, além de outros questionamentos que ainda estão em aberto. Eles dizem que existe a probabilidade do surgimento de novos surtos e que o vírus ainda é uma ameaça.

Fonte: Canaltech

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