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Cientistas encontram nova chave para o tratamento de doenças cerebrais

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Cientistas encontram nova chave para o tratamento de doenças cerebrais
Cientistas encontram nova chave para o tratamento de doenças cerebrais

Não é fácil fazer um medicamento chegar ao cérebro, já que os vasos que irrigam o sistema nervoso central são revestidos por uma estrutura protetora complexa de adentrar. Em um estudo recente, especialistas observaram que os nanomateriais à base de metal, como óxido de prata e zinco, podem cruzar essa barreira hematoencefálica e auxiliar no tratamento de doenças cerebrais.

Segundo a Medical Xpress, os nanomateriais encontrados em medicamentos e produtos de consumo podem ingressar na barreira hematoencefálica com facilidade variável, dependendo de sua forma, criando impactos neurológicos positivos ou negativos.

Essa barreira física, composta por uma camada de células endoteliais, desempenha papel vital na saúde cerebral. É ela quem restringe a passagem de várias substâncias químicas e moléculas estranhas para o cérebro, a partir dos vasos sanguíneos circundantes.

Um novo estudo da Universidade de Birmingham, verificou a capacidade de nanomateriais metálicos cruzarem um modelo in vitro da barreira hematoencefálica, tanto na forma de partículas quanto de íons dissolvidos. Esses compostos à base de metal, como óxido de prata e zinco são amplamente utilizados em cosméticos, por exemplo.

Pesquisadores acreditam que o estudo auxiliará a aperfeiçoar medicamentos neurológicos. Créditos: Istock
Pesquisadores acreditam que o estudo auxiliará a aperfeiçoar medicamentos neurológicos. Créditos: Istock

De acordo com Iseult Lynch, coautora da pesquisa, as variações na forma, tamanho e composição química dos nanomateriais podem influenciar dramaticamente em sua penetração através da barreira hematoencefálica in vitro.

O estudo verificou que o óxido de zinco foi o material que adentrou a barreira hematoencefálica in vitro com maior facilidade. Esse composto é usado comercialmente como dermoprotetor, geralmente encontrado em protetores solares.

Além disso, concluiu-se que os compostos de prata também podem penetrar a barreira quando dispostos na forma esférica. Esse tipo de composto é usados em produtos cosméticos e cremes anti-envelhecimento.

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O experimento, no entanto, encontrou impactos adversos dos nanomateriais metálicos na saúde dos astrócitos, células que controlam as respostas neurológicas.

“O potencial de neurotoxicidade é maior em alguns materiais do que em outros, devido às diferentes maneiras como suas formas permitem que eles se movam e sejam transportados”, afirmou Zhiling Guo, outro pesquisador da Universidade de Birmingham.

Ainda assim, os cientistas acreditam que a descoberta é positiva, pois ajudará a projetar nanomateriais mais seguros, capazes de aperfeiçoar medicamentos para doenças cerebrais.

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