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Cientistas encontram explicação para “Círculos de Fadas” no deserto da Namíbia

Pesquisadores já vêm há anos desmistificando uma formação vegetal muito particular encontrada no deserto da Namíbia. Milhões de círculos em que plantas não crescem enfeitam a paisagem dominada por gramíneas. A explicação para os chamados “Círculos de Fadas”, como ficaram conhecidos, não é magia, é Biologia.

A Namíbia é um país africano localizado logo ao norte da África do Sul. A cerca de 100 quilômetros de sua costa é possível encontrar esse gramado cheio dos misteriosos círculos. Cada um deles mede de dois a dez metros de diâmetro e se posicionam a cerca de dez metros de distância uns dos outros.

Os círculos de fadas podem atingir 10 metros de diâmetro e ocupam uma enorme área no deserto (Imagem: Reprodução/Stephan Getzin)
Os círculos de fadas podem atingir 10 metros de diâmetro e ocupam uma enorme área no deserto (Imagem: Reprodução/Stephan Getzin)

Duas teorias eram consideradas as mais plausíveis de explicar o fenômeno. A primeira “culpava” cupins se alimentando das raízes das plantas, o problema é que círculos de fadas apareceram na Austrália em 2016 sem a presença de cupins. Este fator e estudos recentes favoreceram a aceitação da segunda teoria.

A explicação por trás dos Círculos de Fadas

A segunda teoria a respeito da formação dos círculos de fadas sugere que as gramíneas se auto-organizam no espaço para maximizar o aproveitamento da água tão escassa na região.

Desde 2020, pesquisas lideradas pelo cientista Stephan Getzin da Universidade de Göttingen, na Alemanha, têm apontado cada vez mais para esta explicação. Desta vez, seu grupo de pesquisa investigou os círculos em dez diferentes áreas ao longo do deserto da Namíbia.

Vista área dos Círculos de Fada no Deserto da Namíbia (Imagem: Olga Ernst & Hp.Baumeler/Wikimedia Commons)
Vista área dos Círculos de Fada no Deserto da Namíbia (Imagem: Olga Ernst & Hp.Baumeler/Wikimedia Commons)

Os pesquisadores notaram que as plantas surgem, sim, dentro dos círculos, mas apenas após as raras chuvas na área. Porém, essas plantas morrem depois de cerca de 20 dias, enquanto as que estão ao redor dos círculos sobrevivem.

A pesquisa refutou a teoria dos cupins pois, nestes 20 dias, as raízes das plantas mortas haviam atingido o mesmo tamanho – ou crescido até mais – que as das plantas que sobreviveram. Isso sugere que elas tenham investido toda sua energia na busca por água, mas não conseguiram encontrar o suficiente para sobreviver.

As altas temperaturas da Namíbia colocam as plantas em constante transpiração e toda umidade no solo é puxada em direção a elas para suprir essa perda. Sendo assim, o ecossistema permanece desta forma porque os círculos sem vegetação garantem a água necessária para as plantas que crescem ao seu redor, mas não para plantas novas.

No final das contas, não é magia, mas a natureza é tão surpreendente quanto se fosse.

Fonte: Canaltech

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