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Cientistas dizem ter descoberto como o cérebro reage à luz solar

A ciência já sabe que mudanças sazonais na quantidade de luz solar que recebemos podem ter um impacto significativo no nosso organismo, como o transtorno afetivo sazonal (TAS), mas não sabíamos exatamente como o corpo reagia a isso. Agora, pesquisadores conseguiram ver os efeitos da luz reduzida em neurônios, revelando segredos desses mecanismos e possíveis terapias relacionadas.

Estudando camundongos, os cientistas puderam observar neurônios do núcleo supraquiasmático (NSQ), uma espécie de medidor temporal do hipotálamo que funciona sem pausas, e notar que há uma coordenação neuronal para se adaptar às diferentes durações da luz do dia, mudando as células tanto individual quanto coletivamente. O estudo sobre a descoberta foi publicado na revista Science Advances.

Segundo cientistas, agora sabemos como nosso cérebro reage à diminuição sazonal da luz solar (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)
Segundo cientistas, agora sabemos como nosso cérebro reage à diminuição sazonal da luz solar (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

Como reagimos à falta de luz

Os cientistas puderam ver que a expressão e a mistura de neurotransmissores-chave do NSQ foram alteradas em resposta à quantidade de luz diária. Essas mudanças podem afetar o funcionamento do núcleo paraventricular (NPV), região cerebral que também fica no hipotálamo e ajuda a lidar com o estresse, sistema imune, crescimento biológico, metabolismo e muito mais. A ligação molecular entre a luz solar e nosso comportamento foi, finalmente, encontrada.

São as adaptações moleculares da rede NSQ-PVN, mais especificamente: tanto nos camundongos quanto nos humanos, a NSQ lida com os ritmos circadianos físicos, mentais e comportamentais do nosso corpo, que funcionam em um padrão de 24 horas. Ele é controlado por células fotossensíveis na retina, coletando informações sobre a luz disponível e a duração de cada dia.

Não sabíamos, anteriormente, como o pequeno grupo de cerca de 20.000 neurônios nesse núcleo específico respondia aos dados coletados sobre a duração do dia. Conhecer isso pode ajudar no tratamento de condições como o TAS, bem como outras condições onde a luz é utilizada como uma opção terapêutica.

Tratamentos com luz poderão nos ajudar a liberar dopamina e combater os efeitos da falta de luz solar (Imagem: Ktsimage/Envato Elements)
Tratamentos com luz poderão nos ajudar a liberar dopamina e combater os efeitos da falta de luz solar (Imagem: Ktsimage/Envato Elements)

Na pesquisa, foi possível notar mudanças nos neurotransmissores neuromedina S (NMS) e nos peptídeos vasoativos intestinais (PVI) dos camundongos, mais especificamente. Os pesquisadores também conseguiram manipulá-los para alterar a atividade em rede do NPV. Com isso, estamos próximos de conseguir gerenciar nossa reação corporal a mais ou menos luz do dia.

Como isso nos ajuda?

Mais importante, foi possível manipular a atividade de neurônios específicos do NSQ para induzir a expressão de dopamina na rede NPV do hipotálamo. Os cérebros de camundongos e de humanos, é claro, diferem, mas são parecidos o suficiente para que o achado seja uma notícia incrível para nós, caso a mesma possibilidade de manipulação seja possível.

Também há uma sugestão de que os mecanismos descobertos possam influenciar a "memória" de quanta luz do dia devemos esperar à medida que as estações mudam. Entre as novas possibilidades terapêuticas que o estudo proporciona, estão o uso da luz solar para o tratamento de distúrbios neurológicos, entretanto, mais pesquisas serão necessárias para confirmar o funcionamento dos mesmos mecanismos em humanos.

Fonte: Canaltech

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