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Cientistas desenvolvem lente de contato com nanoagulhas para tratar olhos

Uma equipe de pesquisadores de diversas universidades americanas e coreanas, em um trabalho colaborativo, desenvolveu uma lente de contato especial com nanoagulhas embutidas para o tratamento de doenças oculares. Publicada na revista científica Science Advances, a pesquisa envolveu a testagem das lentes em coelhos.

Atualmente, a aplicação de remédios nos olhos envolve métodos tópicos ou injeções: nenhum deles é ideal, já que a opção tópica não consegue penetrar suficiente o tecido ocular e remédios injetados têm aplicação dolorida e podem causar inflamações. Nanoagulhas infusas em remédios, então, foram a solução encontrada pelos cientistas.

Aplicar medicações nos olhos, atualmente, é complicado, já que o método tópico não penetra bem e agulhas machucam e podem infeccionar (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)
Aplicar medicações nos olhos, atualmente, é complicado, já que o método tópico não penetra bem e agulhas machucam e podem infeccionar (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

Desenvolvendo as nanoagulhas

As nanoagulhas embutidas na lente se decompõe com o tempo, liberando medicações, sendo tão pequenas que não causam dor ou desconforto. Elas foram criadas à base de silício (Si), que leva algum tempo para se degradar no olho, sendo "cultivadas" a partir de uma mistura do elemento químico com medicações. A essa mistura, é aplicada uma camada de polímeros, cobrindo as agulhas com polimetil metacrilato.

A camada polimérica, após secar, é removida da base, seguida da aplicação de um segundo polímero. As nanoagulhas ficam embutidas na segunda camada. Repetindo o processo diversas vezes, o resultado é a base no formato de uma lente de contato, que pode ser aplicada aos olhos após a dissolução da base.

O modelo de lente foi testado em coelhos, demonstrando uma redução quase completa da neovascularização da córnea após 28 dias da aplicação das nanoagulhas. Os cientistas afirmam que ainda há muito trabalho a ser feito para que o método possa ser aplicado em pacientes humanos, sendo necessários testes de eficácia e segurança, além de encontrar uma maneira de armazenar as lentes após sua fabricação.

As universidades envolvidas no estudo foram a Purdue University e a University of Michigan, nos Estados Unidos, em conjunto com a Hanyang University, Hongik University e o Kumoh National Institute of Technology, da República da Coreia.

Fonte: Canaltech

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