Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.523,47
    -1.617,17 (-1,47%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    54.049,05
    +174,14 (+0,32%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,23
    -2,65 (-3,49%)
     
  • OURO

    1.877,70
    -53,10 (-2,75%)
     
  • BTC-USD

    22.978,39
    -446,71 (-1,91%)
     
  • CMC Crypto 200

    535,42
    -1,43 (-0,27%)
     
  • S&P500

    4.136,48
    -43,28 (-1,04%)
     
  • DOW JONES

    33.926,01
    -127,93 (-0,38%)
     
  • FTSE

    7.901,80
    +81,64 (+1,04%)
     
  • HANG SENG

    21.660,47
    -297,89 (-1,36%)
     
  • NIKKEI

    27.509,46
    +107,41 (+0,39%)
     
  • NASDAQ

    12.616,50
    -230,25 (-1,79%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5385
    +0,0488 (+0,89%)
     

Cientistas descobrem por que há mais tempestades no hemisfério Sul

O fato de que mais tempestade e outros eventos climáticos extremos acontecem mais no hemisfério Sul que no Norte já era conhecido pelos cientistas, mas até hoje não se sabia claramente o porquê. Agora, pesquisadores das universidades de Chicago e Washington encontraram os motivos no relevo e nos oceanos.

Já que a Terra não pode ser colocada em um recipiente para ser estudada em laboratório, cientistas usam computadores para testar suas hipóteses sobre o planeta em diferentes condições. Essas são as palavras de Tiffany Shaw, uma das responsáveis pelo modelo matemático que simula diferentes cenários para descobrir o que está por trás das diferenças climáticas nos dois hemisférios.

Os resultados do modelo

Os pesquisadores fizeram testes mudando uma variável por vez e mantendo as demais constantes, dessa forma foi possível observar os efeitos de cada uma individualmente. Quando o relevo foi testado, notou-se que “achatando” as montanhas dos dois hemisférios, a diferença na quantidade de tempestades caia pela metade.

Montanhas no Himalaia. A diferença do relevo nos hemisférios é um dos motivos da diferente quantidade de tempestades (Imagem: David Mark/Pixabay)
Montanhas no Himalaia. A diferença do relevo nos hemisférios é um dos motivos da diferente quantidade de tempestades (Imagem: David Mark/Pixabay)

A outra variação observada foi em relação ao fluxo de energia nos oceanos. Os cientistas interromperam no modelo a circulação das correntes marítimas, que transportam água quente e fria ao longo de diferentes latitudes e profundidades. Isso fez com que a quantidade de tempestades nos dois hemisférios praticamente se igualasse.

O que deve acontecer no futuro

De acordo com dados coletados por satélites, a frequência de tempestades no hemisfério sul vem aumentando desde a década de 1980. Por outro lado, no hemisfério norte ela não tem apresentado nenhuma mudança.

Como o relevo no mundo não se alterou significativamente, isso quer dizer que algo vem acontecendo em relação às correntes marítimas. As mudanças climáticas têm, de fato, alterado as temperaturas da atmosfera e do oceano. No que diz respeito às correntes, porém, as mudanças são balanceadas pelo derretimento do gelo marinho no hemisfério norte, o que acaba balanceando a equação e impedindo uma alteração no número de tempestades.

Correntes oceânicas também influenciam na quantidade de tempestades em cada hemisfério (Imagem: NASA)
Correntes oceânicas também influenciam na quantidade de tempestades em cada hemisfério (Imagem: NASA)

Isso não acontece no caso do hemisfério sul. O resultado é que o número de tempestades deve seguir crescendo. Para os pesquisadores, entender tais dinâmicas é essencial para planejar o futuro frente às mudanças climáticas.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: