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Cientistas descobrem ponto da evolução onde mamíferos ficaram com sangue quente

Cientistas conseguiram localizar, na evolução das espécies, o momento em que nossos ancestrais mamíferos se tornaram animais de sangue quente — e foi bem depois do que imaginávamos, além de ter sido uma mudança bem mais rápida. O segredo, curiosamente, está nos ouvidos internos dos bichos.

A descoberta foi feita ao estudar os tubos minúsculos do ouvido interno, mais especificamente, colocando a evolução do sangue quente dos mamíferos em aproximadamente 233 milhões de anos atrás, 19 milhões de anos depois do que era previamente acreditado. Também descobriu-se que a mudança não levou mais do que 1 milhão de anos para acontecer.

O estudo sobre a descoberta foi publicado nesta quarta-feira (20) na revista científica Nature.

A resposta para o momento em que nossos ancestrais desenvolveram o sangue quente está, curiosamente, nos ouvidos! (Imagem: Freepik)
A resposta para o momento em que nossos ancestrais desenvolveram o sangue quente está, curiosamente, nos ouvidos! (Imagem: Freepik)

Labirintos e líquidos

Os canais semicirculares em questão são preenchidos por um líquido viscoso chamado endolinfa — nos nossos aparelhos auditivos atuais, ela fica no labirinto. A endolinfa toca pequenos capilares que se alinham nos canais à medida que se move; eles, por sua vez, enviam mensagens ao cérebro, dando instruções para manter o corpo equilibrado.

Quando está mais quente, a endolinfa fica mais líquida, e quando está mais frio, fica mais viscosa, com uma consistência semelhante à do mel. Para que os canais consigam cumprir sua função, seu formato precisa mudar, se acomodando à consistência da endolinfa. Em animais de sangue frio (ectotérmicos), o fluido é mais frio, parecido com melaço, e precisa de espaços maiores para fluir. Para os de sangue quente (endotérmicos), o fluido é mais aquoso, podendo se adequar a espaços menores.

Até agora, os canais eram usados para prever a locomoção dos animais fossilizados, mas agora, a biomecânica dos ouvidos pôde ser aplicada para descobrir sua temperatura corporal. Quando os mamíferos ficaram com sangue quente, precisaram se adaptar morfologicamente para ter uma melhor performance na natureza, segundo os cientistas: é assim que soubemos de sua evolução térmica.

O trirachodon é um cinodonte, um dos mamíferos ancestrais que se acreditava terem sido os primeiros a ter sangue quente (Imagem: Smokeybjb/CC-BY-3.0)
O trirachodon é um cinodonte, um dos mamíferos ancestrais que se acreditava terem sido os primeiros a ter sangue quente (Imagem: Smokeybjb/CC-BY-3.0)

Analisando amostras de 341 animais — 243 de espécies vivas e 64 de espécies extintas —, foi descoberto que 54 mamíferos já extintos desenvolveram canais mais estreitos nos ouvidos, ideais para bichos de sangue quente, há 233 milhões de anos. Antes disso, os cientistas acreditavam que tivéssemos herdado o sangue quente dos cinodontes, lagartos parecidos com ratos que são ancestrais de todos os mamíferos, há 252 milhões de anos.

Aparentemente, essa mudança térmica aconteceu mais ou menos na mesma época em que os primeiros mamíferos começaram a desenvolver bigodes, ficar peludos e apresentar espinhas dorsais. Anteriormente, se pensava que o processo houvesse durado dezenas de milhões de anos, mas agora há evidências de que ocorreu em menos de 1 milhão de anos, junto às novidades metabólicas vindas com a aquisição de pelagens.

O próximo passo para os cientistas é confirmar o achado por outros meios, mas há animação por termos possivelmente solucionado um dos maiores mistérios da paleontologia, segundo os autores. A promessa do novo método é apoiada pelo fato de várias espécies modernas ajudarem a confirmar a descoberta.

Fonte: Canaltech

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