Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.451,20
    +74,85 (+0,07%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.442,21
    +436,10 (+0,97%)
     
  • PETROLEO CRU

    82,25
    +0,10 (+0,12%)
     
  • OURO

    1.665,80
    -4,20 (-0,25%)
     
  • BTC-USD

    19.526,49
    +523,12 (+2,75%)
     
  • CMC Crypto 200

    446,20
    +17,42 (+4,06%)
     
  • S&P500

    3.719,04
    +71,75 (+1,97%)
     
  • DOW JONES

    29.683,74
    +548,75 (+1,88%)
     
  • FTSE

    7.005,39
    +20,80 (+0,30%)
     
  • HANG SENG

    17.250,88
    0,00 (0,00%)
     
  • NIKKEI

    26.380,33
    +206,35 (+0,79%)
     
  • NASDAQ

    11.536,75
    -19,00 (-0,16%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,2131
    -0,0195 (-0,37%)
     

Cientistas descobrem o que nos faz lembrar de coisas ruins e leva à ansiedade

Cientistas conseguiram, por meio de testes com ratos, identificar alguns dos mecanismos cerebrais responsáveis por nos lembrar de coisas ruins de forma inapropriada. O medo é uma ferramenta de sobrevivência importante, e senti-lo nos ajuda a evitar situações de risco e agir de acordo com perigos enfrentados.

O problema é quando a reação é excessiva e não vai embora mesmo após estarmos a salvo — como no transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), que pode deixar o portador incapacitado por longos períodos. Com a teoria de que algumas pessoas teriam uma tendência maior a desenvolver medos patológicos, especificamente por conta de distúrbios no processamento de memórias do cérebro, cientistas da Universidade de Linköping se propuseram a investigar a patologia.

Proteínas cerebrais suspeitas de ativar memórias de medo em excesso, que causam ansiedade, foram estudadas por cientistas suecos (Imagem: Gerd Altmann/Pixabay)
Proteínas cerebrais suspeitas de ativar memórias de medo em excesso, que causam ansiedade, foram estudadas por cientistas suecos (Imagem: Gerd Altmann/Pixabay)

O culpado pela ansiedade

A proteína alvo da pesquisa é a PRDM2, responsável por suprimir a expressão de alguns genes no cérebro. Outros estudos apontaram que seus níveis são menores em indivíduos com dependência alcoólica, também levando a respostas exacerbadas ao estresse. Para nós, humanos, é comum ver abuso de substâncias andar de mãos dadas com condições como ansiedade — levando à suspeita de que os mecanismos para sua expressão fossem os mesmos.

Novas memórias, para serem consolidadas, precisam ser estabilizadas e tornadas de longo prazo, o que chamamos de consolidação. Foi investigado, então, como níveis reduzidos de PRDM2 agem no processamento de recordações de medo (suprimindo sua ação nos roedores), e identificado um mecanismo: o aumento da atividade na rede entre os lobos frontais do cérebro e a amígdala acaba elevando as reações de medo que aprendemos.

Estudando o cérebro dos ratos, foi notado que a proteína PRDM2, quando em falta, é responsável pela ansiedade e vício em entorpecentes (Imagem: CDC/Divulgação))
Estudando o cérebro dos ratos, foi notado que a proteína PRDM2, quando em falta, é responsável pela ansiedade e vício em entorpecentes (Imagem: CDC/Divulgação))

Logo, segundo o estudo, publicado na revista científica Molecular Psychiatry, pacientes com transtornos de ansiedade e outros distúrbios relacionados podem acabar se beneficiando de tratamentos que suprimam ou eliminem memórias de medo.

A regulação negativa do PRDM2, identificada pelos cientistas, ainda não possui um mecanismo biológico manipulável por nós, ou seja, não podemos aumentar a ação da proteína, mas sua descoberta ajuda a desvendar o funcionamento de problemas como o TEPT e os motivos de alguns pacientes terem mais facilidade a desenvolver condições relacionadas à ansiedade, bem como sua relação com dependência química. Espera-se que, no futuro, possamos utilizar esse conhecimento em tratamentos terapêuticos.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: