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Cientistas descobrem o gene responsável por deixar nossos cérebros grandes

Cientistas conseguiram, em laboratório, identificar o gene responsável por deixar nossos cérebros grandes — nos diferenciando, entre outros elementos, dos primatas. Não podíamos estudar seus cérebros, é claro, por questões éticas, então a saída foi realizar testes com estruturas artificias criadas em laboratório. Elas são os organoides, tridimensionais e milimétricos, que substituem os animais em testes.

O cérebro humano é maior do que o dos primatas e tem mais funções cerebrais — agora, sabemos o gene responsável por isso, ao menos no neocórtex (Imagem: cookelma/envato)
O cérebro humano é maior do que o dos primatas e tem mais funções cerebrais — agora, sabemos o gene responsável por isso, ao menos no neocórtex (Imagem: cookelma/envato)

O que faz nosso cérebro crescer?

Os organoides podem ser criados a partir de células-tronco pluripotentes, que podem se tornar qualquer tipo de célula, inclusive as nervosas. Assim, para o estudo, foram criados organoides de cérebros de chimpanzé e de cérebros humanos, onde puderam ser inseridos genes. Toda a pesquisa gira em torno do ARHGAP11B que já se sabia fazer o cérebro primata aumentar de tamanho.

O que não sabíamos, no entanto, era o papel do gene em questão no aumento evolucionário do neocórtex humano. Ao inserir o ARHGAP11B nas estruturas ventriculares dos organoides cerebrais de chimpanzés, notou-se um crescimento significativo nas células-tronco cerebrais e aumento do número de neurônios que têm um papel crucial nas habilidades mentais humanas diferenciadas.

Não podemos realizar testes em chimpanzés por questões éticas, mas organoides de seus cérebros dão conta do recado (Imagem: Julie Ricard/Unsplash)
Não podemos realizar testes em chimpanzés por questões éticas, mas organoides de seus cérebros dão conta do recado (Imagem: Julie Ricard/Unsplash)

Confirmando a descoberta

Para confirmar o achado, o gene também foi suprimido nos organoides cerebrais humanos, e, em outro teste, a função da proteína do ARHGAP11B foi inibida. Em ambos os casos, o número de células-tronco cerebrais humanas diminuiu ao nível das de um chimpanzé. Além de provar o seu papel no desenvolvimento do neocórtex humano na evolução, os cientistas acreditam que distúrbios no desenvolvimento dessa área podem ser causados por mutações no mesmo gene.

No cérebro dos mamíferos, o neocórtex possui funções de suma importância, tratando de percepção sensorial, comandos motores, consciência e linguagem. Quanto maior essa área do cérebro, maior é o repertório sonoro que conseguimos reproduzir, por exemplo, o que é essencial para o desenvolvimento da linguagem complexa como a humana. A comunicação não é exclusiva à nossa espécie, mas seu potencial de abstração e complexidade são — por conta de genes como o ARHGAP11B.

Fonte: Canaltech

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