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Cientistas descobrem mais de 1,7 mil sistemas estelares que poderiam enxergar a Terra

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Cientistas descobrem mais de 1,7 mil sistemas estelares que poderiam enxergar a Terra
Cientistas descobrem mais de 1,7 mil sistemas estelares que poderiam enxergar a Terra

Ainda não sabemos se estamos sozinhos no Universo, mas se não estivermos, então 1.715 sistemas estelares poderiam nos enxergar apenas olhando para o céu, segundo cientistas da Universidade de Cornell e do Museu Americano de História Natural.

Segundo a pesquisa, este é o número de sistemas estelares com distância média de 326 anos luz de nós e, caso qualquer um deles apresentasse a vida como a entendemos, suas respectivas populações facilmente poderiam enxergar a Terra – e como nós nos desenvolvemos dela nos últimos cinco mil anos – e outro 319 sistemas que serão adicionados a esta conta nos próximos cinco milênios.

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Ilustração mostra dois exoplanetas no espaço
Exoplanetas em sistemas estelares próximos poderiam enxergar a Terra por vários milênios, caso apresentassem vida. Imagem: sdecoret/Shutterstock

“Do ponto de vista dos exoplanetas [localizados nesses sistemas], nós somos os alienígenas”, disse Lisa Kaltenegger, professora de astronomia e diretora do Instituto Carl Sagan da Universidade de Cornell. “Nós queríamos saber quais estrelas estariam na melhor posição para enxergar a Terra, uma vez que nosso planeta bloqueia a luz do Sol”, ela disse, ressaltando em seguida que, devido à natureza de movimento constante do universo, essa posição poderia ser adquirida e perdida por vários corpos celestes.

Ela, junto da astrofísica Jackie Faherty , do Museu Americano de História Natural, assina a autoria do estudo “Past, Present and Future Stars That Can See Earth As A Transiting Exoplanet” (“Passado, Presente e Futuro das Estrelas que Podem ver a Terra como um Exoplaneta em Trânsito”, na tradução literal), publicado na revista Nature.

As duas especialistas usaram dados coletados pelo catálogo Gaia eDR3 da Agência Espacial Europeia para determinar quais estrelas entraram, no passado, na região de trânsito da Terra; além de antecipar quais estrelas farão isso no futuro, bem como por quanto tempo elas estariam nessa posição.

O resultado: em um período de 10 mil anos, cerca de 2.034 sistemas estelares completos entrariam em nossa zona de trânsito. Destes, 117 objetos variados estão ainda localizados a aproximadamente 100 anos luz de distância do Sol, enquanto 75 deles estão nela desde quando estações comerciais de rádio começaram a transmitir seus sinais do espaço, há mais ou menos 100 anos.

“[O catálogo] Gaia nos ofereceu um mapa bem preciso da Via Láctea“, disse Faherty, “permitindo que nós olhássemos para trás e para frente no tempo, e enxergássemos onde as estrelas estariam localizadas e para onde elas estão indo. A nossa ‘vizinhança solar’ é um lugar muito dinâmico, onde as estrelas entram em saem com perfeita visão do caminho da Terra em relação ao Sol, a um ritmo acelerado”.

Sete exoplanetas já conhecidos por nossos cientistas, aliás, estão dentro dessa lista.

Por exemplo: no sistema Ross 128, que tem uma estrela anã vermelha em seu centro, próximo à constelação de Virgem, está a mais ou menos 11 anos luz de distância e é o segundo sistema mais próximo de nós com um exoplaneta de tamanho similar à Terra (cerca de 1,8 vez o nosso tamanho, para ser exato). Se esse planeta tivesse habitantes, eles enxergariam a Terra por 2.158 anos, começando há 3.057 anos. Fazendo as contas, eles “nos perderiam de vista” há uns 900 anos.

Em outro exemplo, o sistema Trappist-1, a 45 anos luz de distância da Terra, tem sete exoplanetas de tamanho similar ao nosso – quatro deles dentro da chamada zona habitável. Apesar de nós já termos descoberto exoplanetas orbitando esse sistema, eles não seriam capazes de nos enxergar pelos próximos 1.642 anos. Em compensação, quando eles conseguirem fazê-lo, vão nos ver sem dificuldades por outros 2.371 anos.

“A nossa análise revelou que mesmo as estrelas mais próximas geralmente permanecem em um ponto de visão mais eficiente por mais de mil anos”, disse Kaltenegger. “Se presumirmos que o inverso também é verdade, isso nos dá uma janela de tempo considerável para que civilizações nominais identifiquem a Terra como um planeta de seus interesses”.

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